Agora que as listas já estão apresentadas (e não podem ser alteradas) importa que a opinião pública "influencie" os programas dos concorrentes. Ou seja, que de alguma forma diga o que quer para a sua cidade (a Guarda). Pode ser que algumas dessas ideias possam ser aproveitadas pelos partidos concorrentes.
Assim, o que proponho é que deixemos, agora, de lado a conversa acerca dos nomes que constam das listas e que nos concentremos em definir aquilo que desejávamos que os partidos tivessem em conta nos seus programas. Como digo, julgo que depois da controvérsia dos nomes, será útil que pensemos no que queremos para a nossa terra. Mais tarde, no acto de votar, decidiremos se esta ou aquela lista merecerá a nossa confiança.
Assim, proponho que comecemos por responder a esta pergunta:
- O que temos que fazer para que a Guarda cresca e se desenvolva?
Aceitam-se opiniões. Deixemos o passado para trás e contribuamos para "desenhar" um melhor futuro.
27 comentários:
Caro AR, a proposta que faz é tentadora e, acima de tudo, honesta. A primeira questão surge exactamente no que toca aos nomes do presidente e dos vereadores. Por muito que eu queira, por mais imaginação que tenha e munido da minha maior boa-vontade não consigo ver determinadas pessoas a desenvolver áreas para as quais nunca demonstraram apetência. Quando muitos de nós insistimos na questão dos nomes falamos porque estamos a pensar na capacidade das pessoas para dinamizar acções, para coordenar equipas, para tomar decisões. Uma das questões que gostava de ver respondida era a questão do afastamento das pessoas da Guarda da cidade: como dinamizar o núcleo central da Cidade. A outra questão é como vão convencer os comerciantes que já fecharam os estabelecimentos e os que estão a fechar que podem confiar e que as pessoas a partir de agora vão ter todas as condições para ir às compras nas suas lojas e que não terão de ir estacionar ao Vivaci e depois arrastar sacos e sacos para lá; terão que nos dizer como pensam facilitar a vida aos que vêm aos serviços ( bancos, polícia, tribunal, Segurança Social, Câmara Municipal, ...) e que nunca encontram um lugar para estacionar ou seja terão que nos convencer que sabem o que querem e como querem fazer.
Outra das questões tem a ver com a cultura: os nossos artistas, os nossos músicos, os nossos escritores e poetas. Como os vamos apoiar e onde vamos expor os seus trabalhos em regime de permanência. Onde vão funcionar os ateliers permanentes para outros aprenderem o "ofício", ...
Outra das questões prende-se com o desporto. Claro que não estou a falar do apoio ao Futebol ou Futsal profissional. Quero falar das outras modalidades desportivas, da promoção das actividades com os mais novos, que tipo de apoios, que tipo de incentivos: gostava de saber como irão apoiar os nossos melhores atletas, aqueles que vão representar a Guarda nas competições regionais, nacionais e internacionais ( não estou só a falar dos federados estou a falar tb dos escolares). Se todos soubermos as regras que serão seguidas ninguém pode reclamar de uns (amigos) levarem mais que outros (zero)
Outra das questões é relativas às taxas cobradas pela Câmara. Vão ou não baixar as mesmas (IMI, IRS e outras )criando incentivos para as pessoas ou continuarão a manter as taxas mais elevados do país ( só pela qualidade do ar). Até breve
Caso curioso: durante cerca de dez (10) anos, pouco os políticos queriam saber o que eu pensava... agora, últimos meses, como que "aliviados" pela minha saída... todos se mostravam interessados em falar comigo.
Estranho caso, este da política caseira.
Sobre o que penso que se poderia fazer, mais no que respeita às minhas opiniões, estão plasmadas na minha intervenção pública durante eses anos.
Ao que parece, algumas das que foram por mim sonhadas como estratégias. estão aos poucos a ser tidas em conta.
Não me vou alargar neste tema. até para evitar que se pense que sou uma mente brilhante.
Para os que tiverem mais tempo...
aqui vai: http://altitude.mypodcast.com/2009/03/28_Fev_Argumentrio-188104.html
é cerca de uma hora, ora (não agora hora), em política, ninguém queria falar comigo uma hora, mas tão só "fazer-se fotografar " para fazer colagem
ag da silva
A solução para a Guarda pode e deve passar por uma mudança no seu paradigma económico. Esta solução é concretizável tornando a Guarda um centro tecnológico e aí apresenta vários pontos fortes. Primeiro e porque se trata de um sector totalmente descentralizado a interioridade não é um problema, podendo ser um trunfo a qualidade de vida que apresenta, tentadora para quadros altamente qualificados e saturados por um ritmo de vida esgotante. No entanto, este novo paradigma só pode ser alcançado através de um forte esforço do executivo em promover as novas ideias apresentadas e em intíma ligação com os centros do conhecimento. Um “Sillicon Valley” Português é algo que ainda não existe e na chegada da nova era que advém depois da Crise é uma oportunidade que a Guarda nao pode e não deve desperdiçar.
Sabemos que para as regiões se desenvolverem é de todo necessário a boa capacidade das pessoas que são dirigentes. Mas também é necessário que esses dirigentes se unam em interesses comuns independentemente da sua facção política. Não tem sído o caso da Guarda. Cada um olha para a sua quinta e não pensa em termos de Cidade e região.
Depois é de todo necessário que os dirigentes locais que ocupam cargos politicos em Lisboa puxem para o mesmo lado e sobrevalorizem os interesses públicos e não os pessoais e de grupos. Como poderemos criar "Lobys" com dirigentes tão fracos em Lisboa, pois também aqui tem que haver capacidades, corriculum, e conhecimentos. E acreditem os que estão propostos são muito mais fracos dos que estão neste momento, por isso não nos espera o melhor.
Concordo em absoluto com a Salete: é preciso fazer crescer a população da Guarda, fixando quadros técnicos, empreendedores. Um dos melhores argumentos para vender esta ideia é precisamente a qualidade de vida que é possível ter cá - nomeadamente usufruindo de "quality time" - ou seja, está cá tudo. Mas para isso é preciso dar condições às pessoas para se cá fixarem: boa rede pré-escolar e escolar (que vamos tendo), estruturas de apoio à iniciativa empresarial (para quando a tão anunciada e desejada incubadora de empresas) e boas condições de atractividade (p.ex. competitividade fiscal, pela baixa ou isenção nos primeiros anos de IMI). Políticas articuladas de promoção com o IPG, que pode ser o maior "captador" de jovens para a Guarda. Depois, tudo o resto virá: se tivermos jovens quadros, jovens famílias, virá o movimento, a animação, etc...
Uma questão que gostava de ver respondida pelas diferentes candidaturas diz respeito à forma como pensar equilibrar as contas da Câmara Municipal, sabendo eu que, últimamente, os actuais responsáveis fizeram dezenas de contratações (a prazo) e integraram nos quadros outras dezenas. Considero que é necessário, à partida, que os candidatos nos digam de que forma vão financiar, em concreto, as propostas e as promessas que fazem. Trata-se de uma questão de colocar alguma dignidade aos actos.
Ética não se exige aos outros pratica-se.
Este blogue permite comentários de anónimos ou identificados referindo nomes de pessoas ou permitindo directa e indirectamente a sua identificação. Fazendo uso da calunia e difamação. Esta brincadeira sem ética poderá terminar em processo judicial o que será desagradável para todos as partes. Sugestão: Demonstre respeito pelas pessoas, ética profissional e elimine todos os comentários que se referem a pessoas e não a ideias para a Guarda. Permita apenas criticas a políticas e não a pessoas.
Em relação ao comentário anterior:
- concordo consigo na generalidade
- tenho pedido que as pessoas se identifiquem e assumam o que dizem, e que evitem insinuações.
- tenho avisado insistentemente que os anónimos podem ser responsabilizados judicialmente pelas insuinuações e que não se devem considerar "inimputáveis".
- Julgava não ter publicado comentários anónimos em que se pudesse identificar o alvo de uma alguma "calúnia".
- Peço então que me indique (já reparou que usa o mesmo processo de anonimato?),por exemplo, por mail, quais são os posts ofensivos onde as pessoas de que fala podem ser claramente identificadas, para que eu possa retirá-los.
- Pessoas identificadas podem (assumindo o que dizem) referir-se a outras pessoas que protagonizam políticas. Neste particular não concordo consigo e com a generalizão que faz, que me parece inibidora da crítica cívica. Por exemplo, um presidente da Câmara deve ser referenciado/responsabilizado pelo que faz de positivo ou negativo. Ele e outra pessoas que são "figuras públicas" (outro exemplo, um candidato).
- Quero contribuir para o debate e o Café Mondego orienta-se por princípios éticos. Tenho mandado para o lixo dezenas de comentários injuriosos e vou continuar a mandar. Mas, ao mesmo tempo, quero que as pessoas continuem a ter aqui um espaço onde possam dizer o que pensam, sem medo. Mas, também, com sentido de responsabilidade.
Muito obrigado.
algumas ideias que gostava de ver concretizadas:
1- tornar o centro historico mais atrativo para que as pessoas voltem a viver lá. o mais urgente é a falta de estacionamento. deviam repor os lugares aos moradores que lhe foram retirados, mas também apoiar os moradores a fiarem-se lá e a recuperarem as casas.
2- centro nautico, praia fluvial e parque de campismo junto à barragem do caldeirão...e quem sabe promover algum hotel ou aldeamento turistico junto á barragem.
3-captar investimentos para a PLIE
«(outro exemplo, um candidato)».
Desde quando um candidato a algo é uma "figura pública"? Não será um cidadão que dá a cara (pela sua versão ideológica) do interesse da Guarda?
O que o leva a presumir que um cidadão «não candidato» é mais credível que um «candidato»? Eles dão a cara. E se estão lá é porque alguém achou que tinham mérito ou porque os militantes do partido acharam. OS comentadores daqui alguém achou isso deles? Os que não foram convidados lamentem-se…
Desde quando é que tu Américo tens «mais habilitações» ou és mais «habilitado» ou tens mais currículo que os candidatos dos partidos que aqui deixas criticar? Qual o teu currículo para lá da câmara e de instituições públicas? Quais foram as empresas privadas que te acolheram para trabalhares? Só há cultura paga com dinheiros públicos?
Só acontece pessoas como tu poderem «atacarem assim» o pão porque o executivo municipal não «tem tomates» porque com o PSD no poder tu não brincas! Isso te garanto eu.
Eu já li aqui comentários com nomes de pessoas (verdade seja dita de todos os partidos).
Qual é a ética para que «um funcionário da câmara» critique (ou permita) criticar as habilitações ou o currículo dos candidatos?
Quais são as tuas ideias para a cultura?
Deve ser frustrante ter sempre os mesmos espectadores para um programador cultural? O que foi feito para trazer mais «publico»? Que políticas foram implementadas?
Quais são as tuas ideias para aumentar as receitas da culturguarda?
Quais são as tuas ideias para diminuir as despesas da culturguarda?
Qual o desenvolvimento económico que a tua política trouxe ao concelho da Guarda?
Sabes bem como é feito o recrutamento de trabalhadores camarários em Portugal não sabes? Porque não denuncias tu essas situações? Dás a cara. Não?
Agora já sei que não publicas porque este é um comentário provocador! Blá..Blá..Blá..Desculpas de quem não sabe nada de política e foge do combate ou o combate foge dele.
Qual a maior «falta de ética» que «emprestar a casa» para um apedrejamento popular aos candidatos de todos os partidos aos órgãos autárquicos?
Leiam o comentário anterior. É, apenas, um exemplo de cobardia e confusão que visa provocar o medo (a mim não consegue, de certeza). Divulgo-o para que conhecçam o que pode fazer certo tipo de gente. Duas ou três notas acerca do seu teor:
1- Os candidatos às eleições aceitam ter uma "vida pública". Logo, estão sujeitos à análise do público/dos eleitores. Aceitam ser "julgados" pela opinião pública. Mesmo antes das eleições, para que nós saibamos se votamos neles ou não.
- Todos os políticos e pessoas com cargos de confiança política devem ser criticados. Não é uma "cruz", é uma ajuda para dirigirem melhor.
- Vivemos numa democracia. Todos podemos e devemos criticar a acção política e os seus profissionais. Não são requeridas "habilitações" especiais. Cada um exerce os seus direitos de cidadania como entende.
- As minhas "habilitações" académicas são públicas, o meu curriculum está disponível em diversos locais. O blog é de um cidadão e não de um "funcionário". De um cidadão da Guarda na plenitude dos seus direitos.
- As questões ligadas à Culturguarda deve encaminhá-lhas para o correio dessa empresa. No entanto, parece-me que é público o que penso da "Cultura", públicos, estratégias,financiamento,etc.
Considero-me um bom profissional, mais nada.
- Não empresto o blogue a ninguém. Escrevo o que penso e publico comentários, em geral, educados, de outros. O seu é uma excepção.
- Não brinco, nem profissionalmente nem através da opinião política que exprimo. Publico as ideias que vou tendo, que valem... o que valem. Para si... pouco.
Como se vê, o senhor tem uma escrita caótica e ameaçadora. E não gosta do que eu escrevo e faço. Não posso valer-lhe mas peço que dê as suas opiniões de forma civilizada,não misturando tudo. Para bem da sua e nossa sanidade mental.
é pena que um espaço de comentários onde se deveria discutir um tópico interessante se perca em uma troca de acusações de um nível bastante baixo. Em relação ao tema sem dúvida que a proposta da salete é tentadora e que só nos parece uma utopia devido as baixas expectativas a que estamos habituados. Haja competência e é perfeitamente possivel tornar a guarda um centro de excelencia tecnologico com o impacto que teria em portugal . Tornar-se-ia um caso de estudo.
O desafio é tentador e aqui estou eu para colaborar.
- Após as eleições, vencedores/as e vencidos/as devem baixar as armas e colaborar para o objectivo que tinham até á data das mesmas: o desenvolvimento da Guarda. Os/as vencedores/as devem cumprir aquilo que prometeram e os /as vencidos/as devem continuar a trabalhar pelas estratégias que consideram eficazes e eficientes para a Guarda.
- Os/As vencedores/as devem apoiar todas as instituições independentemente de quem os seus dirigentes apoiavam. Poupavam-se muitas críticas e criava-se justiça na Guarda. Esta politiquice é algo muito presente na Guarda e que se manifesta nos mais diversos domínios.
- Problemas para resolver:
* estacionamento no centro da cidade;
* transportes escolares, é desumano que uma criança/jovem saia da sua aldeia às 6h 30 da manhã e chegue à escola às 7h 30 quando a escola só abre às 8h 30 (esta situação foi descrita numa reunião de uma associação de pais);
* Políticas integradas com instituições de solidariedade, instituições de desenvolvimento local, empresas e estabelecimentos de ensino.
Para o anónimo das 20:19 lamento (para si) que o 25 de Abril tenha acontecido, uma democracia plena é precisamente isso, podermos dizer aquilo que pensamos e de quem pensamos (de forma construtiva) mesmo que seja uma crítica negativa ao/à presidente da câmara da qual sou funcionário/a, mesmo que seja ao/à director/a executivo/a da escola onde sou professor/a, mesmo que seja ao/à director/a da empresa onde sou trabalhador/a, mesmo que seja ao/à professor/a do/a qual sou aluno/a…
Vamos aceitar o desfio... mesmo com anonimato...
Eu gostava de ter uma Guarda que... UPS, desculpem mas não vou poder escrever aqui... e se a oposição lê e aproveita?!!?...
Depois de todos apresentarem o programa eu volto cá e escrevo algumas ideias...ou limito-me a criticar o que os outros não apresentaram...
Meu caro anónimo do dia 21- 20:19:
Atacar directamente o detentor do blog não é honesto. Pessoalmente embora admire o percurso percorrido pelo AR nem sempre gosto das suas escolhas. Mas quem disse que as minhas opções culturais são correctas. Quem disse que "um funcionário da Câmara" não pode ter um blog e não pode fazer campanha por um partido ou contra os partidos. SE alguém pensa que por ser funcionário perde a liberdade algo está menos bem.
Quando o Sr afirma "com o PSD no poder tu não brincas" - meu Deus! E eu que estava a pensar votar pela 1ª vez no PSD! Será que vou ter que repensar o Voto e entregá-lo, tal como toda a minha famíla, a pessoas menos vingativas ou prepotentes. Claro que ao fim de 30 anos deixo de votar no PS. Acima de tudo deixaram de merecer. Tiveram Todas as oportunidades!
Quanto à formação das listas o Sr. diz "E se estão lá é porque alguém achou que tinham mérito ou porque os militantes do partido acharam" - mas tal facto não significa que eles sejam os melhores. Não por terem mais ou menos habilitações (isso é treta) mas porque não basta serem boas pessoas e bons militantes para que "o povo" fique deslumbrado. Como deve imaginar nós queremos mais, nós queremos os melhores. É a nossa cidade, o nosso concelho, o nosso dinheiro, a nossa vida e o nosso futuro. Como sabe até dentro dos partidos há facções ou seja falta de unidade, fraternidade e lisura de uns para com os outros.
Resumindo: Mais do que atacar o AR, que não é candidato, poderia fazer o que foi pedido - quais devem ser as linhas programáticas das listas concorrentes. No stress!
Trata-se de reforçar a proposta do FRAN, ou seja a criação de "um centro nautico (não motorizado), praia fluvial e parque de campismo junto à barragem do caldeirão...e quem sabe promover algum hotel ou aldeamento turistico junto à barragem". Esta questão é particularmente pertinente uma vez que se trata de uma ambição de muitos (colectividadees e praticantes individuais) Para quem não sabe esta questão esteve prevista, programada, houve mesmo a atribuição de barcos a colectividades, havia os pavilhões pré-fabricados da EDP, campo polivalente,... havia tudo, faltaram as pernas e o interesse da Autarquia ( leia-se Câmara) em avançar. Vemos que Valhelhas cresceu à sombra da Praia Fluvial, vemos a de Aldeia Viçosa tornar-se num local maravilhoso, bem concebida, bem tratada, .... Claro que estes locais existem porque os senhores presidentes da Juntas trabalharam nesse sentido. Vamos ver então do que é que os candidatos são capazes depropor. Ter canoagem e vela no Caldeirão é um sonho. Não o descartem! Já agora e porque sei que existe junto ao paredão da barragem uma parede de escalada de grande nível, com uma queda de água fabulosa, não será também a altura de arranjarem os acessos para os menos capazes terem a possibilidade de chegarem ao local sem riscos?
Concordo com Américo Rodrigues.
O anónimo da mente caótica (por isso mais identificável do que se julga, quiçá até bem destacado numa lista à Câmara) é mais adepto de coisas como as que se seguem. A verdade a que temos direito, dita exclusivamente por quem direito a exprimi-la.
Faz lembrar os folhetins de actualidades que há 50 anos antecediam os filmes no cinema.
Assim íamos sabendo o que faziam suas excelências, num estilo e num arranjo próprios para um público sem cérebro.
"À tarde, após a garraiada, o candidato seguiu para a Benespera. A Sra. Presidente da Junta, no meio de imenso povo ali reunido, e depois de uma alocução no salão, inaugurou a Fonte do Batucal.
A placa comemorativa de tão esperado melhoramento foi descerrada por algumas crianças da freguesia. Dia esplêndido de sol e animação."
"Dia 16 de Agosto, o Eng. Crespo de Carvalho foi ao Albardo assistir a uma animadíssima garraiada. Perante o animal apresentaram-se jovens corajosos (outros, nem tanto) que, pela 1ª vez no Concelho da Guarda, utilizaram o “forcão” para a festa taurina. O ambiente geral era de franco calor humano e camaradagem."
"À noite, o candidato esteve na festa da Póvoa do Mileu, sempre muito concorrida pela população da Guarda e aldeias vizinhas. Foram muitas as pessoas que se aproximaram a fim de lhe dar conta dos seus anseios e expectativas."
"Ainda no dia 15, o candidato seguiu para Aldeia Viçosa, sob um calor intenso, precursor da trovoada que acabou por desabar no recinto da praia fluvial.
Aí, no meio de uma multidão que aguardava a eleição de Miss Rio, o Eng. Crespo de Carvalho contactou com inúmeras pessoas e trocou impressões de importância para o futuro. Apesar da chuva, assistiu ao desfile e eleição das beldades a concurso, escrutinadas por um júri com uma missão difícil."
O anónimo a que ontem me referi (e de que publiquei um comentário elucidativo) não percebeu nada do que lhe tentei dizer. Ele insiste em que lhe responda a várias perguntas que decorrem da minha situação profissional. Quer perguntar-me algo sobre a forma como exerço um cargo (que,obviamente, presta contas à tutela e à comunidade, periodicamente e sempre que seja necessário) que nada tem a ver com este blogue. A cabecinha do anónimo não entende que é outro o espaço onde deve fazer as perguntas e que não deve misturar tudo.De qualquer forma, o que pergunta já foi tantas vezes respondido por mim que me admira que não tenha conhecimento disso!
Por fim, uma precisão: exerço a função de que fala em regime de "requisição".
E já agora: tem algo a propor? Ou só quer chacota?
Os anónimos são muito engraçados! Acham-se no direito de dizer tudo o que querem, fazem-no impunemente e ainda se atrevem a fazer exigências. Numa discussão aberta todos terão de assumir a sua identidade e apresentar as suas razões sujeitando-as, naturalmente, ao contraditório. Um blog como este é, por vontade do seu administrador, um espaço de discussão e de exercício da cidadania. O que levará alguém ao anonimato? Falta de coragem? Vergonha de si próprio e das suas opiniões?
Já percebemos que afinal a Guarda está como está e não é só culpa dos políticos...
Tirando uma ou duas pessoas com um ou dois contributos para este desafio mais ninguém tem qualquer coisa a dizer...
Vamos ver e os anónimos que normalmente escrevem os comentários neste e noutros blogues ou são sempre o mesmo que vai passando por várias crises de identidade... ou são vários mas que para além de inventar histórias da carochinha para poderem dizer mal nada mais têm a oferecer...
Triste estas gentes que povoam a minha terra... O que vale é que há outras que vão compensando largamente e se atrevem a dar a cara, a dar opiniões, a dar sugestões, a dar ideias...
Quanto às ideias de desenvolvimento parece-me que o caminho tecnológico será uma realidade mais tarde ou mais cedo, ainda para mais que a Covilhã já começou este percurso mais cedo do que nós... Agora sempre poderemos unir-nos a cidade vizinha e fazer com ela o "Beira Valley"... ;-)
Penso aliás que cada vez mais se deve trabalhar em função do desenvolvimento dos territórios, mais do que das cidades, dos concelhos... As fronteiras administrativas são muitas vezes limitativas da criatividade e da oportunidade...
Nesta perspectiva a aproximação com a Covilhã não só é natural como deve ser assumida... A aproximação com Viseu e Aveiro só pode ser um percurso natural.
as pessoas devem deixar o seu comodismo de sofá e investir num território que vai do interior ao litoral...
Porque afinal Aveiro é já ali... Coimbra é ao virar da esquina...e não é por causa das praias... é por causa do emprego, da ciência, da economia... Porque não podemos pensar em parcerias intercidades? Nós damos pessoas qualificadas, cultura, qualidade de vida, habitação... e as outras cidades podem dar emprego, tecnologia, ...
Parece-me que o caminho pode e deve ser por aqui... Mas primeiro devemos assumir que não estamos sozinhos no mundo e não concorremos com a cidade vizinha!
Tenho seguido de perto o que aqui se escreve, sobre o que se pensa, de uma forma assídua. Nunca escrevi e por isso mesmo também hesitei, sendo esta a primeira vez, especialmente porque agora exerço pessoalmente a pretensão politica na candidatura pública à Câmara Municipal da Guarda, que recentemente apresentei.
Considero este espaço de partilha, muitíssimo interessante e válido.
Interessante, porque dá voz a todos aqueles que o visitam, que o lêem, a oportunidade, controlada como será óbvio, de poderem expressar as suas ideias e reflexões. No que diz respeito às ideias, válidas e importantes por isso mesmo, reflectem a opinião de anónimos e até "heterónimos" que o fazem, desta forma, para salvaguardarem juízos de valor alheios. Quanto às reflexões que aqui são feitas e partilhadas, umas considero-as bastante profundas e coerentes, umas tantas outras, apresentam algum tom de sarcasmo e mal-dizer, que enfim, nos caracteriza enquanto sociedade, na minha opinião, mal formada, mas já tão antiga que quase faz de nós uma gente com títulos de "vizinhança" um pouco a jeito de Gil Vicente, que seria deste grande escritor e artista literário, sem a critica social que o celebrizou? Mais ainda, que seriam dos "saraus" familiares, sociais e políticos, se não existisse a veleidade do mal-dizer. Mas, para tal, devemos também aqui reservarmo-nos ao berço e à educação.
Também Válidas, porque como é sabido e ansiado, as candidaturas públicas às eleições legislativas e autárquicas estão a elaborar os seus programas de governo e para tal todas as ideias, em especial as alheias às ideologias políticas representativas dos candidatos, são importantes. Na minha opinião, e no que se refere ao programa eleitoral para as autárquicas, vou e irei aproveitar, desculpem-me os autores das que aqui têm sido apresentadas, por considerá-las válidas. Afinal, todos vemos o mesmo - o melhor para a Guarda e os guardenses - de maneira diferente.
Sobre ainda esta participação activa construtiva, que aqui se expressa e à semelhança de outros Blogs, têm-me surpreendido muitíssimo, pela positiva, aliás tenho pena, de não ter feito um melhor trabalho de casa aquando da elaboração das listas para a minha candidatura, porque embora o tenha já expressado publicamente, em outros espaços, foi com alguma dificuldade que consegui persuadir alguns daqueles que me acompanham, mas também outros, que embora persuadidos, o não preferiram fazer considerando-se um pouco afastados das ideologias representativas do poder local, pelo descrédito que o mesmo tem vindo a representar ... pena, porque na minha opinião, nós não estamos a usar correctamente a democracia. Mas, dizia eu, que considerei que os guardenses se encontravam pouco entusiasmados com o poder local, mas através deste espaço, considero que também a minha opinião e visão se alterou, porque afinal, há muitos interessados em ajudar a crescer a Guarda e a levá-la para a frente, parabéns por isso.
Cláudia Teixeira
Ps. o comentário continua
(continuação)
Não temendo o aproveitamento de ideias, até porque considero eu e vós também, que apenas aproveitamos o que nos é alheio quando é bom, e por isso mesmo expresso, também para vosso comentário, uma das ideias em que estou a trabalhar que passa por rotularmos a Guarda como "uma cidade educadora", onde todos os cidadãos e todas as instituições locais são solidariamente responsáveis pela educação de todos, jovens e adultos, num processo estrategicamente orientado para a expansão das potencialidades económicas, ecológicas e culturais do território e, consequentemente para o aumento das condições de realização e felicidade; basicamente será aproveitarmos as infra-estruturas que já possuímos, como por exemplo Quinta da Maúnça, associações dos diversos foros, IEFP, NERGA, ACG, GC, ISS e CM e estabelecer, através de um efeito de soma de partes, uma racionalização dos meios numa convergência intencional das sinergias locais. Irei falar-vos mais sobre este tema, que não é novo no contexto nacional e que vale a pena pensarmos nele, a sério para a Guarda.
Desculpem a veleidade de convosco estar a partilhar opiniões e ainda a fazer-me aproveitar, declaradamente de outras que aqui são e têm sido indicadas, também possuo um Blog, muito pouco conhecido e por isso mesmo, não me tem trazido o feedback de que necessito, pois este contacto comunicacional é muito pouco desprendido, informal, e por isso mesmo mais sincero do que o que tenho obtido no contacto de rua com os guardenses, e que pretendo cada vez mais fidelizar, para ouvir, para aprender, para ver com outros olhos, também.
Bem-haja, ao proprietário deste espaço e a todos os que são assíduos, leitores, comentadores e simpatizantes deste modelo, mesmo correndo o risco de poder vir a apresentar um programa "Bloger", mas vou contar com todas estas e outras opiniões.
Cláudia Teixeira
Amigo César Prata, Senhor Professor: Como sabe há "Os anónimos" e os "Anónimos". De facto quer uns quer outros são ( por vezes) muito engraçados! De facto alguns acham-se no direito de dizer tudo o que querem, porque não Têm a coragem de defrontar abertamente os outros. Contudo também há outros Anónimos, nos quais me incluo, que não querem ser mais do que isso - Anónimos. Pessoalmente, numa discussão aberta, não me interessa a identidade dos intervenientes, estamos a discutir ideias, razões, contradições não identidades. DE facto a boa-vontade do administrador do blog permite a participação e gere a parte da "dignidade da coisa" e o exercício da cidadania a quem as "figuras" nada dizem. O que levará alguém ao anonimato? Falta de coragem? Vergonha de si próprio e das suas opiniões?
Não, o não querer ser mais do que isso. Um anónimo na multidão que também tem ideias. Assim quando olhar à sua volta será sempre obrigado a pensar que os anónimos tb pensam. Eles não são tão amorfos como se pode pensar. Professor: esperava que tivesse entendido isto?!
Vou aproveitar este espaço e as boas graças do AR, para dar as boas vindas à Cláudia Teixeira a este espaço de intervenção e de partilha. Pessoalmente não conheço esta candidata e, por isso,nas minhas habituais intervenções de análise às candidaturas, não a tenho mencionado. Agradeço desde já a possibilidade que deu de se dar a conhecer. Espero que tenha uma participação assídua e profícua. Tal como acontecia no"Café Mondego", também aqui podemos partilhar a mesma mesa e entretanto aproveitamos para trocar ideias.
Entendi, sim. Obrigado senhor Anónimo.
Olá.
Tinha "guardado" este post para deixar aqui algumas ideias que tenho para a Guarda. Foi com surpresa e desagrado que vi toda esta conversa, espero que quem aqui venha ainda tenha paciência para ler o que vou escrever...
Eu não sou da Guarda nem moro aí, só estou aos fim-de-semanas. Espero mudar-me brevemente, pois estou farto da má qualidade de vida das grandes cidades (sempre vivi em Lisboa).
Por isso deixo aqui o tópico para algumas ideias que possam desenvolver a cidade da Guarda. Quem as quiser ver desenvolvidas, pode consultar o seguinte blog: http://vivercidadeguarda.blogspot.com/ . Ainda não tem nenhum comentário, espero desenvolver lá em breve as seguintes sugestões:
- Reformular os transportes urbanos e suburbanos: Como é possível a paragem da estação de comboios não ter afixada nenhuma informação nem não haver carreiras para a praia de Aldeia Viçosa em Agosto durante o fim-de-semana?
- Site de artesanato: Criação de um site onde os artesãos da Guarda possam vender os seus produtos.
- Ligação a Salamanca por comboio: Criação de um comboio internacional até Salamanca, que chegue ao destino de manhã, permitindo ligações em tempo útil para outros destinos em Espanha.
- Criar uma incubadora de empresas (se já existe não conheço)
- Divulgar/marcar/criar percursos pedestre e de bicicleta. Disponibilizar esses percursos em GPS.
- Desenvolver comboios turísticos na linha da Beira Alta e Baixa, com paragens para visita das Aldeias Históricas. Há empresas inglesas já a fazer isso…
- Promover a união das várias pequenas empresas de animação turística, tal como está a ser feito no sector dos transportes.
- Criar um grande festival de Inverno, para divulgação dos produtos da terra.
- Criar um mercado agrícola mensal ou semanal, no Parque do Rio Diz, com produtos de produção caseira ou biológica.
- Envio semanal de uma newsletter com os eventos e actividades que se passem na Guarda, tal como faz a CM do Sabugal. O ideal era reunir os eventos de todo o distrito.
- Explicar aos "alfacinhas" e "tripeiros" que para chegar à Guarda não é preciso perder uma semana. Fica mais perto de Lisboa e do Porto do que a distância entre essas duas cidades, com a vantagem de as AE serem sem portagem, a comida mais barata e muito melhor, assim como o alojamento!
Esta ultima é mais um desabafo: Obrigar todos os egitanienses a frequentar um curso de marketing. Às vezes parece que é crime vender produtos e serviços, ganhando dinheiro com isso. Há tanto mercado por explorar, tanta natureza para mostrar, tanta coisa por fazer. E tanta gente que diz que o interior está esquecido, que não há desenvolvimento e fogem para o litoral ou para o estrangeiro...
Rui Sousa
Obrigado RUI SOUSA! Ainda bem que "alguém de fora" dá sugestões válidas ao candidatos. Pode ser que desta forma estes senhores entendam que quando estas propostas são feitas por "gente de cá" não é para criar dificuldades ou desvalorizar o que "eles fazem". Trata-se tão somente de querer uma Guarda ainda melhor, mais rica, mais valorizada, mais promovida, mais reconhecida... Quanto às suas propostas considero-as extremamente válidas e pertinentes que, se se juntarem a outras já apresentadas, já constituem um bom programa.
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