Na sequência do desafio que lancei através do post "Aceitam-se opiniões" e das contribuições entretanto recebidas, talvez seja útil concentrarmo-nos num tema (um tema por semana, por exemplo) suficientemente amplo. Assim facilita-se a comunicação e também a sistematização das ideias. Pode ser que algum candidato às eleições leia o que aqui se disser e o tenha em conta no seu programa.
Avanço com o primeiro tema:
"Políticas de saúde e solidariedade social na Guarda".
Qual é a sua opinião? O que queremos? Estamos satisfeitos com o que temos? O que podemos fazer para melhorar a nossa qualidade de vida nessa área? Diga o que pensa!
13 comentários:
Estou satisfeito. Com os investimentos em curso melhor ainda. Apenas desejo que o parque de saúde seja na totalidade recuperado, repito TOTALIDADE, como um todo, interligando todos os espaços construidos com o espaço verde.
O melhor tesouro da guarda é o parque da saúde, os abetos e os edificios do sanatório. Qunado isto tudo estiver recuperado na totalidade, sinto-me satisfeito.
Imagine Américo Rodrigues que para entrar na sua casa teria de subir uma escada com degraus de meio metro ou para entrar num bar, teatro, etc, as portas estavam sempre fechadas para si.Esta expressão, de forma simbólica parece existir no mundo do faz de conta, mas infelizmente é uma realidade para muitas pessoas com deficiência.
As barreiras arquitectónicas, sociais e psicológicas são muitas vezes factores de impedimento do desenvolvimento, da actividade e da participação num ou vários domínios de vida, dessas pessoas.
Em 2008 a cidade da Guarda ganhou a bandeira de prata da mobilidade, concedida pela APPLA
( Associação Portuguesa de Planeadores do Território) pelos objectivos alcançados na área da intervenção ao nível das acessibilidades para as pessoas com deficiência. Seria de todo desejável que o próximo desafio da cidade e dos seus responsáveis alcançar a bandeira de ouro, através da eliminação de muitas das barreiras arquitectónicas e urbanísticas ainda existentes, que perturbam a mobilidade das pessoas com deficiência.
Caro AR, estar satisfeito, só como piada! Claro que não, nem com a qualidade do ar. Tente caminhar ao longo das Avenidas que ligam a parte alta da cidade à estação e diga-me se a qualidade do ar é tão boa. Não sou urbanista mas vejo que a cidade se desenvolveu ao sabor das vontades de meia dúzia que foram abrindo ruas(ruelas estreita) nas suas "quintas" e amontoaram casas e isso não é bom para a saúde. Mas era para falar de saúde: Estamos mal! O local escolhido para construir o Centro de Saúde não foi dos melhores (perguntem a quem não tem carro), a dimensão do mesmo foi um grande falhanço ( perguntem a quem lá trabalha). No geral quem quer médicos esoecialistas vai a Coimbra, à Covilhã, a Viseu e para algumas especilidades ao Porto. Entretanto se me souberem explicar porque é que os especialistas de Coimbra não aceitam como válidos os exames feitos na Guarda ( análises, radiografias, ecografias, ...) talvez tenha a melhor das resposta à pergunta.
Sobre solidariedade pouco há a dizer.É preciso inverter este modelo de sociedade.Enquanto prevalecer como prioridade o sucesso e o dom dinheiro,limitar-nos-emos a deitar ao chão umas migalhas bafientas e sujas para os desgraçados apanharem.O sucesso de meia dúzia é,sempre,à custa da misérias de muitos.As esmolas,em 2000 anos não resolveram nada,só agravaram o problema.
Saúde:
Passávamos,a caminho da Universidade de Coimbra onde tinhamos de chegar cedo,eram pouco menos das 5 da manhã,na rebaptizada Aldeia Viçosa,quando vimos dois vultos,encostados à parede do posto médico,embrulhados no que pareciam ser dois cobertores.Era inverno!A porta do tal posto estava fechada!De regresso,já em casa,comentávamos a cena,para nós chocante,com as pessoas que nos ajudam,às vezes,nas tarefas do campo.Julgávamos nós que aquelas pessoas estavam à espera de uma consulta.Não,informavam os nossos amigos,estavam à espera,ainda,para marcar uma consulta!-"Vamos para lá às cinco,às quatro e,às vezes,mais cedo para marcar.Ficamos de cão,à porta,ao frio e à chuva,na rua!".
Esta assistência médica é para curar ou para matar as pessoas?
Num país minimamente culto e civilizado já se teriam julgado os culpados por tentativa de homicídio por negligência!
Aqui os robertos do Zimbábue são louvados e apoiados.
E,pelos vistos,ainda há quem esteja contente e agradecido.
mário
Post scriptum:A proposta,por já não caber aqui,irá em próxima oportunidade.
Mais uma vez 'Trepadeira' tem toda a razão!
Esta é uma sociedade podre, desumana e de salteadores enriquecidos.
Ou se muda isto ou nada a esperar!
Manuel Poppe
Uma das questões que desejava ver respondida prende-se com o envelhecimento da população e com toda a problemática que esta situação acarreta nomeadamente nas pequenas coisas que estes cidadãos deixam de poder fazer. Antigamente a praça estava acessível, central. Há uns anos foi deslocalizada e verifico, com muita mágoa, que muitas velhinhas e velhinhos continuam a arrastar encosta acima os sacos das compras. Entretanto os comerciantes foram abrindo as lojinhas com produtos hortícolas contudo os produtos são mais caros e os vendedores das aldeias deixam de poder colocar os seus produtos. Há que pensar de novo em formas de apoiar a população mais idosa que necessita de produtos e nos produtores rurais a grande maioria idosos (um autocarro gratuito para idosos à porta da praça, duas vezes por semana, resolvia o problema). Outra das questões prende-se com a qualidade das habitações mais antigas (conheço uma autarquia que tem um canalizar/ electricista, … que trabalha exclusivamente nas casas dos cidadãos mais necessitados a custo zero). Outras há que têm carrinhas que levam os idosos ao centro de saúde, aos médicos especialistas, em passeios, espectáculos, … em transporte da autarquia. Há outros factores determinantes da saúde, tais como a nutrição, o consumo de álcool, tabaco e higiene que merecem a maior atenção das autarquias.
Os reformados. Com tempo livre para passar, esteja frio ou calor, dia de semana ou fim-de-semana, é vê-los a calcorrear as ruas centrais da Guarda, alguns bebem um copo aqui, outro ali e ei-los que começam a ter alguns problemas de alcoolismo. É também um hábito vê-los sentados nos bancos, aproveitando a sombra das árvores, lendo o jornal ou dormitando. Outra marca de imagem de marca é, igualmente, as dezenas de reformados que se sentam em redor das mesas de um ou outro café para bater umas cartas. As discussões sobre quem fez batota desta vez cruzam-se com a actualidade do mundo e da própria cidade. São autênticos fóruns de opinião onde se fala de tudo um pouco enquanto se entornam dois ou três copitos. Assim, o aumento significativo da população dos reformados deveria ser analisada seriamente pelas autarquias no sentido de precaver alguns problemas sociais
, ha aqui um equivoco:
uma coisa é o que vai na cabeça desta gene, outra coisa
é o que a autarquia pode fazer no dominio da saúde e sol. social.
Estas políticas sao da resp. do Governo.
A Guarda está boa para os colecionadores de reforma - porquê para os jovens?
Não há qualquer equívoco. Há políticas locais e nacionais.
Localmente, temos que saber o que queremos naquelas áreas e concretizar essas ideias. Por outro lado, também temos que reclamar a atenção do Governo nesses aspectos.
Dizer que "isso é lá com o Governo" é baixar os braços, é demitir-nos de intervir.
Tantas coisas que nas áreas da saúde e solidariedade as
autarquias podem fazer!!!! E devem!
Por exemplo, a criação de um cartão sénior... não pode ser uma iniciativa de uma câmara?
Respondendo ao Anónimo do dia 27 - 23:08. É por estas e por outras que muita gente pensa que pode ser autarca. As grandes responsabilidades pertencem ao governo, as pequenas (como gastar dinheiro sem qq responsabilidade e projecto) é da autarquia:-)) só como piada! Actualmente uma grande fatia das autarquias está a pedir ao governo para transferir responsabilidades na educação, na saúde,... para as autarquias a troco de contractos programas e transferência de verbas. É minha impressão que nem toda agente sabe o que anda a fazer! A grande maioria só quer o dinheiro. Acredito que a grande maioria já não consegue dar resposta capaz às necessidades da população quanto mais serem capazes de assumir novas responsabilidades. No entanto é minha opinião que as autarquias devem ser a primeira força de combate aos problemas sociais, ao urbanismo, à promoção do desporto e lazer, à promoção do emprego, de uma boa política de educação e de saúde,... Para trabalhar em tantas frentes e com qualidade só tendo à frente das autarquias pessoas experientes, boas gestoras, com capacidade de decisão e que esteja rodeada de bons profissionais. Pensar assim significa que não acredito que alguns candidatos preencham as condições mínimas exigidas para serem bons autarcas. Como remate gostaria de dizer que cada localidade tem tantas especificidades que só quem lá vive é capaz de dar resposta. Não podemos estar à espera que o governo ou estranhos tenham os conhecimentos reais e as propostas correctas para a resolução dos problemas.
Relativamente à pergunta que o Anónimo de 25 de Agosto deixa no final do comentário:
1) de todos os exames (ecografias e radiografias) que levei a consultas em Coimbra, nunca nenhum me foi recusado;
2) não perguntou por que tinha de repetir tais exames?
A Câmara Municipal e a Segurança Social lembraram-se de realizar o SOL - Enontro de Solidariedade no concelho da Guarda durante o mês de Setembro, envolvendo as IPSS da Guarda. Nem todas responderam à chamada e arriscava-me a dizer que são sempre as mesmas que aparecem, as outras vivem lá no seu mundinho. Agrada-me esta ideia (não tanto o timing, nem a estratégia). No ano europeu para a inovação e cristividade estas entidades poderiam ter ido mais longe. As actividades passam por concursos de cartazes, dias abertos das instituições, recolha de brinquedos, intercâmbios, mostra de actividades e conferências. Mais do mesmo... até porque a maioria das intituições já realizam ou participam neste tipo de eventos. Pelo meos (e apesar do timing que indica algum aproveitamento (?)), a Câmara lembrou-se da solidariedade e das instituições que a praticam, pela primeira vez. Sim, porque a rede social é apenas um modelo copiado de concelho para concelho que não serve de nada. Entra aqui a minha proposta. Actualizar o diagnóstico social e realizar programas integrados entre as instituições, aproveitando o que há de melhor em cda uma delas. A rede social poderá constituir um bom ponto de partida para um efectivo trabalho em parceria, basta encontrar estratégias eficazes e eficintes. Porque não a criação de uma página na internet sobre projectos, vlências e actividades das diversas instituições. Poderiam ser divulgadas aí as diferentes actividades, informar a população das vagas existentes em cada valência, angariar voluntários...
As pessoas poderiam aí encontrar a entidade que as ajudaria a resolver o seu problema.
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