Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Essencial é o nosso ar

Dando continuidade à minha demanda acerca do que é essencial à Guarda, proponho que consideremos o "ar da Guarda" como indispensável à nossa afirmação nacional. Ele é o mais puro do país, o mais celebrado, o mais inspirador. Poesia, pois.
Mas o que pode fazer a marca "ar da Guarda" por nós, pelo nosso desenvolvimento? Em termos de imagem ele pode e deve ser usado até à exaustão: Guarda, a cidade de melhor ar; Guarda, ar essencial; Guarda: o ar puro!. Qualquer campanha não pode deixar de usar o facto de termos o ar mais puro do país, um dos melhores do mundo (eu sei que é exagero mas as campanhas de turismo fazem-se também com algum excesso). Mas, para além do uso propagandístico, que mais podemos fazer?
Falou-se de uma clínica (Guard'ar), de iniciativa privada com apoios públicos)mas o processo parece não andar nem desandar.
Ouvi também algo no âmbito da recuperação dos pavilhões do Sanatório mas não fixei essa informação (talvez porque, na Guarda, se anunciem tantas coisas que não são levadas a cabo).
Precisam-se, então, propostas concretas de uso e abuso da marca "ar da Guarda", que é, nos tempos que correm, uma das nossas melhores potencialidades. E se a associássemos a práticas recreativas/desportivas saudáveis (e deixássemos de lado a aposta em "desporto espectáculo pré-comprado e embalado) como, por exemplo, os passeios a pé e em bicicleta, o montanhismo, o parapente, os balões de água quente, a equitação, os percursos em burro, a observação de borboletas e pássaros, os "safaris" fotográficos, etc. Assim se promoveriam roteiros pela natureza e pelo património...que celebravam a excelência da Guarda. Isto sou eu a dizer, mas gostava de vos ouvir.

6 comentários:

trepadeira disse...

A provocação sempre foi uma forma excelente de despertar.
O AR DA GUARDA.Com a rota Açores-Iraque,mesmo em cima da cidade,com mais de 150 monstros por dia,a baixa altitude(não sobem para não gastarem mais combustível),qualquer dia foi um ar que lhe deu.
Fazer propostas,alto e bom som,insistindo muito,pode ser que ouçam,também não desistiremos.
São uns "gaijos" porreiros.Concerteza que muitos serão."Gaijos" porreiros convidaria,se gostasse,para beber uns copos,dizer umas inutilidades com algum soez pelo meio e ir à praia.
Para planear e executar projectos convidaria competentes.
Só que desta vez foi demais,arrebanharam tudo.Até quem parece nem sequer ter condições legais para ser candidato.
Temo mesmo ver como a questão mais importante a discutir,a marca do automóvel que passeará o sr. presidente.
A Guarda tem,como marcantes,dois projectos e meio:
O TMG;A Quinta da Maunça e meio Parque Urbano.
Era à volta da cultura,do ambiente e de algum lazer o futuro do desenvolvimento do concelho.
Um desenvolvimento no seu todo,assumindo alguma ruralidade acompanhada do aproveitamento da diversidade natural.
O pequeno negócio baseado na produção ainda existente,com promoção adequada,animaria novamente a cidade.Mostrar a Guarda com as suas especificidades,como ela é e não como cópia de qualquer coisa indefinida.A autenticidade será o cartaz com futuro.
Não vamos importar mais monstruosidades.Não deixarão cá nada.Serão os primeiros a abandonar o barquito.
Para as pessoas voltarem à cidade é preciso dar-lhe coerência e funcionalidade.Não pode continuar a ser uma manta de retalhos mal cosidos.
Se continuarmos com estes tiques de grandeza mal disfarçada,envergonhados do que somos em vez de orgulhosos,a Guarda ficará como um monte de repartições e administrativos,sem vida própria e abandonada fora das horas de expediente.
A culpa será de todos.Temos de vir para a rua gritaaaar.
mário

Anónimo disse...

Quero felicitá-lo pela última parte do seu texto. Contudo, quanto a mim, o "ar puro" existente na cidade é apenas uma ilusão. Garanto-lhe que em determinadas horas a nível do solo a poluição é enorme. Só quem não circula nas avenidas que ligam a parte alta da cidade à estação e que não passa pelas escolas é que pode falar de bom ar. Sim a Guarda tem para oferecer belas paisagens, belos percursos pedestres, de BTT, de burro, a cavalo e, bem perto, tem excelentes percursos para canoagem e vela. Para muitos dos percursos basta fazer umas placas e colocá-las nos locais. Noutras situações é necessário algum investimento. Em ambos os casos é necessário querer mudar, querer fazer mais e principalmente sair dos gabinetes.

Américo Rodrigues disse...

Ora esta?!!! E eu que julgava que aquilo do ar ser puro era mesmo verdade? Bem, pelo que vejo, há algumas dúvidas que eu gostaria de ver esclarecidas!
Por outro lado, em termos de imagem continuo a pensar, até pela história da "cidade da saúde", que podíamos servir-nos do "ar".
Gostava de ver o assunto esclarecido tendo em conta o que os dois leitores dizem.

Anónimo disse...

A propósito do "ar puro" há pequenas atitudes que podem fazer a diferença. Em Setembro vai acontecer o dia "sem carros" com o objectivo de, claro, defender o ambiente. Nestas ocasiões a actividade desenvolvida pela autarquia é tudo menos sensibilizadora para a causa em questão. Há pequenos gestos que outras cidades já adoptaram e que podem fazer a diferença. Uma das medidas, por exemplo, é promover, nesse dia, uma actividade de cicloturismo em que cada participante poderia comprar a bicicleta a preço simbólico (celorico já o fez); disponibilizar em locais estratégicos da cidade parques de bicicletas (tipo Buga - aveiro);Criar estacionamentos periféricos (pagos) e por autocarros gratuitos desde os mesmos até ao centro passando pelos locais mais importantes da cidade; criar ciclovias;...
Há quem receba salário para pensar nisso. Faça o favor de não se limitar a receber o salário!

trepadeira disse...

Claro que podemos e devemos servir-nos do ar.Até por ser vital.
Teriamos muito bom ar se em vez de eunucos tivessemos quem não deixasse avançar a IP5 como e por onde avançou,deixando aqui toda a enorme poluição do trânsito e se,em vez de subserviência aos miseráveis tostões dos Açores,fossem capazes de impor uma mudança da rota sobre a Guarda.A baixa altitude a que voam nem sequer permite uma dispersão mínima.De qualquer forma fica cá tudo.
Claro que o turismo cultural ou científico é o caminho.
Não vou aqui repetir o que já apresentei várias vezes.
Estou,no entanto disponível para defender uma zona de observação de fauna e flora,que promove este tipo de actividades,publicamente,não em espaço politizado mas,em espaço cultural,em debate aberto,porque não promovido pelo Café Concerto?
Deixo,no entanto aqui os link de acesso aos estudos que a Fundação Trepadeira Azul,a expensas próprias,pediu e ajudou a fazer.Tais estudos recomendam e justificam a tal zona de observação.
Link:http://www.trepadeiraazul.com/portals/0/caracterizacao_ecologica_qta_st_antonio_09-01-2009.pdf
e
http://www.trepadeiraazul.com/portals/0/relatorio_guarda.pdf
Acrescentamos que foi feita pelo TAGIS,Centro de Conservação das Borboletas de Portugal,uma proposta à autarquia para desenvolvimento do processo com uma candidatura ao QREN.Aderiram já 32 câmaras.Julgo que ainda não a de Guarda.
O único incentivo foi,até hoje,a criação de uma zona de caça MUNICIPAL,junto ao Posto de observação de aves.Embora ilegal e sem a tramitação exigida.Como soi fazer-se por estas bandas do vale.
Adrenalina ao máximo.É o único posto de observação de aves em que as crianças olham para um lado,observam aves vivas,olham para o outro,observam aves mortas,ainda com o aliciante de poderem levar um tiro.
mário

trepadeira disse...

Peço desculpa pela insistência e já agora pelo lapso também.
O link de acesso ao relatório do Tagis saiu amputado.Aqui fica a correcção:
http://www.trepadeiraazul.com/portals/0/relatorio_guarda.pdf

mário