Sábado, Agosto 15, 2009

Ridicularia

Estive ontem no auditório da Moagem, no Fundão. O que tenho para dizer é que é das piores salas de espectáculos onde estive, do ponto de visto arquitectónico e funcional. Parece um "autocarro", uma espécie de corredor alargado, chegando a ter filas de, apenas, dois lugares! O anfiteatro é... inexistente. Na maior parte dos lugares não se vê o palco, chegando ao cúmulo de ter que se usar uns bancos de plástico para se aplicarem nas cadeiras!!! Ridículo! E, surpresa, a sala tinha janelas (que alguém teve que tapar de forma provisória)!!! E, isto não pára!, a sala está pintada de branco até meio.
Por todo o país há casos destes. Mas no Fundão, município que é dirigido por um antigo subsecretário de Estado da Cultura???? No Fundão que gosta tanto de se vangloriar da dinâmica cultural?
Gastam-se anualmente milhões de euros em salas não funcionais, em espaços com graves problemas de carácter cénico e técnico(palcos pequenos sem teia, colunas no meio do palco, janelas no palco, soalhos claros envernizados, sem equipamento de som e luz, sem cabines, etc.). No concelho da Guarda também se construíram algumas salitas que nem para bailes dão (não é o caso de Famalicão e de Gonçalo onde alguém redigiu relatórios correctores, a tempo). Mas, no Fundão, eu não esperava tamanha ridicularia!!!
Não se pense que as salas de que falo foram desenhadas por polícias reformados! Não! Nalguns casos a autoria de arquitectos "conceituados", incapazes, no entanto, de se rodearem de quem sabe das funcionalidades de uma sala de espectáculos.

4 comentários:

César Prata disse...

Nunca toquei nessa sala — apesar das inúmeras propostas enviadas e das múltiplas tentativas levadas a cabo. Assim, fico com menos pena.

Américo Rodrigues disse...

Um anónimo mandou-me um comentário que por ser imbecil e provocatório não publiquei. Mas disse-lhe isso mesmo, num comentário ao post "No parque". Como o tipo quer é confusão (não quer esclarecer nada) anda agora a enviar o mesmo comentário para outros blogues, assinando-o como Carlos Encarnação (?). Os blogues honestos não o publicarão até porque me é dirigido. Mas há sempre quem goste de parvoiçes. Portanto, se os meus leitores virem isso publicado vejam por favor a minha resposta nos comentários a "No parque".
Haja paciência. Por que será que se não concordam com as minhas opiniões não assumem posições contrárias, sem entrar no ataque pessoal mentiroso?

Anónimo disse...

Um arquitecto é só um arquitecto... a não ser que se dê ao trabalho de perceber um pouco mais da funcionalidade que os espaços pretendem vir a ter. Fico triste pelo Fundão.
Mas cá está algo pelo que não tenho que ficar triste na Guarda...

Quanto ao comentário que anda a passear por outros blogues só tenho a referir que acabei de deixar um comentário num desses blogues a lamentar o facto de as pessoas teimarem em não perceber que o blogue dos outros é dos outros e como tal só temos que respeitar ou criar um...

... mas percebe-se que há por aí muitas necessidades de catarse em nome de outros.

Anónimo disse...

Concordo inteiramente com as suas observações. É uma obra vergonhosa que arrecadou milhões de euros em vão. 1. O palco é ridículo, não tem profundidade suficiente para um espectáculo decorrer com dignidade. 2. Não sei quem aprovou as normas de segurança de tais escadarias em aço, muito próprias para qualquer criança subir ou descer. 3. Das várias vezes que lá fui, metade das vezes os elevadores estavam avariados. 4. Arquitectonicamente... não comento de tão mau que é. 5. O café-bar assim como o resto dos espaços tem uma programação miserável. E poderíamos continuar por aqui fora. Com toda a tradição cultural que o Fundão tem, a cidade não merecia uma coisa destas. Mas, claro, quando o Dr. Manuel Frexes, subsecretário da cultura (convém assinalar!) abandonar o Fundão, deixa-nos um belo presente: uma dívida e um elefante branco que apenas serve para si próprio e para a auto-promoção do pelouro da cultura e dos seus homens de mão. Haja paciência! Esta não é a cultura que queremos no nosso país.