Segunda-feira, Agosto 10, 2009

No Parque

Não queria acreditar. Não podia ser verdade. No entanto, a Sic mostrou a cena ao país (que custos para a imagem da nossa terra isso tem?). A Sic estava lá para fazer uma reportagem acerca do Toni Carreira na Guarda. Como se vê, um assunto de grande interesse e de grande oportunidade (coitado, ele quase não aparece na televisão! A Sic da Guarda deu-lhe uma ajudinha na promoção, pois ele precisa, coitado!). A Sic estava lá e como aconteceu um acidente filmou-o e revelou-o ao país, em horário nobre. No meio da confusão (10 mil pessoas num parque que não tem condições para realização de espectáculos) um homem caiu ao lago (que não teria água, ou seja, não teria o que faz dele um... lago minimamente interessante). Portanto, um homem caiu ao bidé e... não havia socorristas nem bombeiros no parque, nas festas da cidade. Inimaginável!!! Dado que se previa aquela enchente era normal que a segurança triplicasse mas, a acreditar na Sic, não havia sequer um piquete de bombeiros de serviço. Claro que os profissionais da área dos espectáculos sabem que a segurança do público é fundamental e, portanto, jamais se imaginaria um espectáculo daquela dimensão sem... assistência imediata de socorristas ou paramédicos. Mas... aconteceu no nosso parque e a Sic aproveitou para abrir assim a sua peça! E o país soube que na Guarda se fazem concertos que juntam 10 mil pessoas mas que esquecem os bombeiros (espero que a polícia tenha lá estado!). E o país viu e ouviu um responsável explicar o inexplicável: "que o hospital era o lado!". No entanto, apesar do hospital ser ao lado chamou-se a 112 (que vantagem há, então, em o hospital ser ao lado se é preciso chamar a ambulância?). Normalmente, nestas ocasiões admitem-se os erros (que todos podemos ter) mas não foi isso que aconteceu.
No dia seguinte, os responsáveis terão sido... responsabilizados? Sim, porque se trata de um erro com consequências que poderiam ser maiores. Será desta que alguém entende que o Parque não tem condições para este tipo de espectáculos? Por que se insiste em tamanha teimosia? (Notem que não estou a falar de programação).

9 comentários:

Anónimo disse...

O importante foi que uma televisão mostrou que um intérprete desprezado pelas elites (nisto se incluindo a comunicação social local juntou 10.000 pessoas, tal como aconteceu há já dois anos e não devem ter sido contabilizados os frequentadores das tasquinhas, pois nesse método de dupla contagem que outros "palcos" usam poderia-mos falar de 20.000 ou 30.000 ou mais
Serão 10.000 ignorantes ou 10.000 pessoas de gostos que merecem igual respeito?
Como diz um dos candidatos á CMG, é grande a diferença entre uma Cidade de Cultura e uma Cidade da Cultura. é esta diferença que está nas nossas mãos em vez das mãos das elites...
A SIC colocou o acontecimento no prime time. Quantas vezes a Guarda esteve em prime time?
A SIC registou um acidente e, depois? já aqui foi assinalado e elogiado que a SIC chega antes dos acontecimentos, é porque não toma atitudes "elitistas"
Quanto à responsabilização, ainda esperamos o resultado do inquérito ás péssimas condições técnicas do último carnaval na "praça velha".
Bem prega Frei Tomás

Sean disse...

Em primeiro lugar e por ser o primeiro comentário que deixo no seu/nosso (dos cibernautas) blog deixe-me felicitá-lo pelas palavras oportunas que vai deixando sobre tantas e tão variadas temáticas, pelos reparos que vai fazendo, pelas novidades que nos vai dando, pelos que vai lembrando, por se dedicar a falar da sua cidade, pela qualidade da escrita e por promover a cultura.
Permita-me agora que me dedique ao post publicado.
Com o respeito que lhe é devido, a si e à SIC parece-me totalmente exagerada a cobertura dada ao acidente quando o que a notícia queria destacar era o concerto de Tony Carreira na Guarda, não que este não tenha sido importante, foi e devem tirar-se conclusões sérias acidente! Reforce-se a segurança, reforce-se a prevenção, quiçá repensem-se as Festas da Cidade!
Outro facto que tenho de esclarecer, é que há sempre um piquete nos Bombeiros (pelo menos nos da Guarda) e quando digo um não é de uma pessoa! Existe uma escala de Bombeiros de serviço Voluntário, outra de serviço de INEM e por esta época, outra com Equipas de Combate a Incêndios. É absolutamente falso o facto de não estar um piquete de bombeiros de serviço, aliás a peça da SIC dizia que os bombeiros após a chamada chegaram ao local em menos de 15 minutos, facto que confirma a prontidão do serviço prestado. É certo que devia haver uma equipa de socorristas (dos bombeiros ou cruz vermelha, ou ambos) no local, foi assim nos anos que passaram, (os Bombeiros estavam de prevenção no local com uma ambulância) não sei porque não se procedeu assim neste ano. Vou acreditar que o pedido para a presença dos soldados da paz ficou esquecido ou que se tratou de um extravio do pedido pelos correios ou simples falha de comunicação entre os vários órgãos.
Outro facto que me deixa pouco orgulhoso, é o destaque dado pela jornalista da SIC, que ao que julgo é uma egitaniense de gema e peca por não destacar a Guarda nos seus eventos e qualidades (na maior parte das vezes) mas por dar a conhecer e destacar o que de mau ou pior se faz, o que de mau ou pior nos fazem (como a notícia do embargo das obras do novo Hospital da Guarda), é verdade que estas também são notícias mas então façam-se peças com qualidade, procure-se a verdade, fale com quem de direito e essencial para que a mensagem passe que se ouçam as partes intervenientes nas histórias. Pelo jornalismo de qualidade, pela Guarda que também é a dela.
PS - Peço desculpa pela extensão do comentário…

Américo Rodrigues disse...

Concordo com Sean que a reportagem da Sic deu muito destaque ao acidente. Mas quem perceber as opções da correspondente entenderá o destaque.
A questão que discuti foi o facto de não haver piquete no parque, como sempre houve. Claro que a Guarda pode sempre contar com os seus bombeiros.

No que se refere ao primeiro anónimo, trata-se de um típico comentário despropositado.
Que reflexos positivos para a imagem da Guarda se aparecer na televisão por causa do Carreira, se ele vai a todo o lado e está sempre a aparecer?!!!
E já percebeu que a Guarda poderia aparecer na televisão por dezenas de outros nmotivos positivos??? Se a televisão passasse, por exemplo, mais teatro até você começava a gostar, não era? Mas dão-nos o Carreire e pior...
Para a treta das elites já não tenho paciência e até suspeito que o anónimo é um perigoso elitista que em vez de gostar do Zé Cabra tem a ousadia de gostar do Carreira!!!
O meu post era acerca de segurança e não acerca de questões artísticas que parecem ser a especialidade do anónimo.
Sobre o último parágrafo: não o percebo. Questões técnicas??? Eram óptimas. Se algo falhou não foi isso, como já aqui se disse várias vezes. E,mesmo assim, o espectáculo foi de grande qualidade, como a opinião pública sabe. No próximo ano hão-de ser corrigidos pequenos pormenores de articulação do texto (que foi o único reparo que se fez ao espectáculo deste ano). Mas, caro anónimo, o meu post era acerca de segurança. Se quer desconversar procure outro sítio, seu elitista!

Sean disse...

Peço então desculpa por ter interpretado como não havendo piquete nos bombeiros e não no Parque Municipal.
Nada a apontar ao seu comentário no que se refere à minha opinião.

Claudia disse...

A sic, da Guarda, dar relevãncia ao acidente é normal, infelismente. Agora caro Américo não fale da programação. Não mesmo... Credo!
Não fui às festas, mesmo estando cá da Guarda. Pelo que sei fiz bem.

trepadeira disse...

O critério do número é o critério da não análise.
Quando se quer analizar procura-se a qualidade.
No caso a análise era,praticamente impossível.
Já vimos todos,em paranoia colectiva,multidões de muitos milhares,muitos mais milhares,a assistir a torturas e outras barbaridades.
Se tomarmos uma sociedade inculta qualquer réstia de cultura é elitista.
Nunca construiremos uma democracia como quem faz um monte de porcaria,só porque quanto maior é o monte mais moscas atrai.
As pessoas quero respeitar,os gostos?nem respeitar nem considerar.São apenas de cada um e a eles definem.
mário

Anónimo disse...

Talvez valesse a pena reparar com mais atenção nas reportagens da correspondente na Guarda da SIC. Como diz o Américo e bem no último comentário, é necessário entender as opções da correspondente. Muito poucas têm sido as notícias dadas que não tenham como intuito o pagamento de favores ou a promoção de “amigos”. Recordo-me de uma reportagem relativamente recente sobre o “Ar da Guarda” em que o entrevistado era nada mais que o próprio enteado, ou ex-enteado. E assim tem sido ao longo deste tempo. Claro que em Carnaxide, ninguém sonha, quanto se ri a população da Guarda da SIC. E isso de a SIC chegar primeiro, basta estar atento aos jornais e rádios da região, para saber a que ritmo a SIC trabalha. Quanto ao primeiro comentário, o da anónima, é despropositada a referencia ao resultado do inquérito (não sei se houve) às condições técnicas do carnaval. A forma como se tem comemorado o Carnaval na Guarda é de longe uma mais-valia para toda a região e os aspectos menos positivos, normais numa espectáculo daquela envergadura, não se comparam a esta falha clamorosa que foi a falta de segurança no Parque Municipal.

Anónimo disse...

Tem mais que razão a Trepadeira! Parabéns! O critério de programções tem de ser o da qualidade. O Quim Barreiros aproveita a incultura cada vez mais generalizada (é o tal PAC: Processo de Analfabetização em Curso...) e enche a burra. A culpa não é dele: é de quem não está interessado em que o povo se cultive. Um homem culto é um perigo para aqueles que querem mandar sem ser contestados. Coisa do totalitarismo neo-liberalista, que um partido falsamente socialdemocrata e ultraliberal, o PSD, priveligia; que, esquisita contradição! (e talvez não seja nada esquisita: vivemos a nova ditadura do neoliberalismo mais que salvagem: ladrã0), a URRS defendia (e os apóstatas do "socialismo real", que optaram por outros partidos que dão tachos, trazem agarrado às fraldas)... O "PSD" não está na CMG; ainda bem, e espero que nunca esteja. Mas o PS escorrega, às vezes. Quanto mais público tem o Quim Barreiros mais burro está o nosso país.
Manuel Poppe

Américo Rodrigues disse...

Um anónimo escreve-me a dizer que eu não terei "tomates" para publicar o seu post. Tem razão. A não ser que ele tenha "tomates" para se identificar! Ok?
A carta do sujeito está cheia de estupidez e provocação. Mas também de mentiras e insinuações.
Há, no entanto, algo que pode desde já ficar esclarecido pois penso que se baseia em falta de informação e não em maldade pura e simples. A autoria do espectáculo de que fala está assinada desde o primeiro minuto. A empresa de que fala foi encarregada de fazer a iniciativa (chave na mão) mas não se esqueceu de referir no seu programa e na divulgação que fez: " a partir de uma ideia original de Américo Rodrigues"! Percebido? Se quiser identicar-se envio-lhe uma cópia mas também pode pedi-la à empresa. Força!
Essa empresa procedeu bem mas quem veio a seguir, anos depois, "esqueceu-se" do rigor histórico! Mas agora tudo voltou à normalidade.
Recomendo-lhe que leia (pode pedir) o meu curriculum e que esteja mais atento à programação cultural da Guarda. Aí terá resposta a alguma das suas perguntas. Mas, suspeito, a si falta-lhe sobretudo honestidade.