Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Paralelismos

Viro as costas ao teatro de rua e entro na Catedral de Ciudad Rodrigo. Integro-me numa visita guiada conduzida por uma “voluntária”. Demoro-me a contemplar o belo monumento, o seu pórtico, o seus claustros, o seu coro. É uma bela Catedral, penso. E, como sempre, o pensamento leva-me à nossa Guarda (será doença?). O que aprendo aqui que possa ser usado na Guarda? Na nossa Sé Catedral?:
- A guia é voluntária. Na Sé Guarda (que tem, apenas, um guia) podíamos ter um serviço idêntico. Dois dias por semana, antigos professores (ou jovens politécnicos, por exemplo) orientariam 4 visitas por dia, à nossa Sé. Porque gostavam tanto da Sé que quiseram contribuir para a sua divulgação. Inscreveram-se num curso intensivo orientado por gente competente e assim contribuíam para o desenvolvimento do turismo da cidade.
- Entradas pagas. Na Sé da Guarda pagar-se-ia um pequeno bilhetes para que o visitante tivesse acesso a um desdobrável e a uma subida aos telhados, onde pode fotografar a bela cidade e arredores. O dinheiro é investido em publicações e pequenas reparações.
- Publicações. Na Sé da Guarda haveria um livro (Ciudad tem 5) sobre o monumento, escrito por um historiador de arte. Também haveria postais e um DVD entretanto realizado. Lindo!
- Dois órgãos de tubos com concertos regulares. Na Sé da Guarda haverá, apenas, um. Concertos frequentes e surpreendentes porque descobriremos que na nossa diocese há um organista e pessoas que gostam de música!
- Apresentação audiovisual (basicamente, um sistema de luzes pré programado e uma gravação de vozes; contam-se as histórias do pórtico da Catedral de Ciudad Rodrigo. Na Sé da Guarda aproveitaremos a mesma ideia, usando o Retábulo atribuído a João de Ruão. As pessoas ouvirão uma narrativa (como se fosse banda desenhada) que se refere aos diferentes quadros do Retábulo. Acende-se uma luz dirigida a cada quadro, à medida que a história avança. Simples mas de uma beleza indescritível. Eu próprio me ofereço , se quiserem, para coordenar a criação e apresentação deste “documento audiovisual” que, ao contrário de outros, não precisa de complicações de imagem: só luz e som gravado.

Tudo o que disse está ao nosso alcance. Ao alcance de cidadãos que gostam da nossa Catedral. Avançamos. Contem comigo e com o que eu souber fazer.

4 comentários:

vicente disse...

E os sinos da Sé porque nunca mais tocaram? Terá sido por causa do ambiente? O relógio de pêndulos da Sé porque não voltou a dar horas? Na Guarda existiam dois relógios de que toda a gente gostava de escutar as horas, o da Sé e o da antiga CGD. Porque deixaram de tocar? Porque não foram recuperados?
E os pátios da Sé? Porque não são abertos aos visitantes? As vistas que daí se disfrutam são únicas e em bons dias enxerga-se até ao campo "Charro"!
E a Torre dos Ferreiros porque está sempre fechada e não permite visitas? Porquê inibir os visitante de disfrutarem de paisagens tão lindas?
Enfim... E o célebre Castro do Tintinolho? Como estará agora! Poderá ser visitado?

Anónimo disse...

ESQUECI-ME DE FALAR DAS CHAMADAS "ESCADAS FALSAS" DE QUE TANTO SE FALAVA NO MEU TEMPO E QUE O "GUARDA" SR MANEL TALVEZ COM A CONIVÊNCIA DOS CÓNEGOS - JÁ QUE ESTES FREQUENTAVAM MUITO REGULARMENTE A SÉ - INIBIAM AS PESSOAS DE ACEDER AQUELE ESPAÇO QUE PERMITIRIA DISFRUTAR DE UMA VISTA TALVEZ ÚNICA DO INTERIOR DA SÉ! aS "ESCADAS FALSAS" DÃO ACESSO AQUELAS JANELAS IMPONENTES QUE SE DISFRUTAM DEBAIXO DO ALTAR-MOR!

Anónimo disse...

Parabéns pelas ideias apresentadas. Permita-me que acrescente que há na Guarda muitos reformados com elevado índice cultural que facilmente seriam ganhos para esta causa. Por outro lado se nós não valorizarmos o que temos como podemos quer que nos visitem e procurem com mais frequência.

Anónimo disse...

É só para referir que esta semana estava eu junto à Igreja da Misericórdia e pára ao meu lado um casal de espanhóis a perguntar onde era o posto de turismo. A minha dificuldade foi mesmo dizer-lhes onde poderiam estacionar para depois se deslocarem àquele lugar (eu já tinha ido estacionar na ex Av dos Bombeiros). Isto é só para dizer que a problemática do turismo é muito mais abrangente.