Quarta-feira, Junho 30, 2010

É preciso lutar

Tenho recebido ameaças e insultos. Portanto, a "coisa" agora é a sério! Ou seja, a partir deste momento avanço para um processo legítimo de auto-defesa.
Não bastava a cena (que meteu polícia) do presidente da junta de Aldeia Viçosa a boicotar, com vuvuzelas e gritos, um concerto do excelente Capela Egitanea na Fundação Trepadeira Azul. Não bastava o indecoro, a provocação e a violência psicológica. Não bastava o caciquismo, a ignorância e a pressão! Não bastava a triste figura, a falta de educação e o "terror".
Não bastava que o tocador de vuvuzelas de Aldeia Viçosa tivesse subido à cidade, onde tem assento na Assembleia Municipal, para propor a redução do subsídio da Câmara ao TMG, num acto de pura vingança em relação a mim, que o enfrentei na noite do concerto. Não bastava que o presidente da junta, sem dar conhecimento do que o movia, tivesse "instrumentalizado" os seus colegas . Não bastava que deputados e presidentes de junta, sem informação suplementar e de forma casuística, tivessem votado de uma forma que coloca em risco um equipamento referencial da cidade. Não bastava já a confusão havida (deputados a terem dificuldade em saber o que se estava a votar). Não bastava o silêncio de quem tinha a obrigação de defender politicamente um projecto que demorou anos a desenvolver. Não bastavam as declarações equívocas e pouco esclarecedoras do género "a bem com deus e com o diabo", como se a política não fosse fazer opções.
Não, não bastava tudo o que de grave já aconteceu. Ainda faltavam as ameaças anónimas e a intimidação pessoal.
Já que é assim, incito aqueles que verdadeiramente condenam as atitudes citadas ou estão em desacordo com elas, a tomarem posições públicas. Se acreditam que a Cultura é essencial ao desenvolvimento da cidade e que a nossa terra não pode estar à mercê de comportamentos atentatórios da sua dignidade, divulguem o que está a acontecer na Guarda. Peço aos que sabem quanto foi preciso lutar para que a Guarda tivesse um Teatro ou uma Biblioteca assim, que façam tudo o que está ao seu alcance para que a situação não se inverta.
Eu, o TMG e, acredito, todos os que têm feito algo pela Guarda cultural, estão cercados. Pelo populismo, pela demagogia, pelo discurso da crise. Nalguns casos, pela selvajaria, pelo provincianismo, pela brutalidade.
Contribuam, de alguma maneira, para que não voltemos atrás. Para que a Guarda não volte aos tempos da escuridão.

Veja aqui a notícia da Capeia Arraina. Um bom exemplo do que é preciso fazer. Divulgar o que está a acontecer.

27 comentários:

Anónimo disse...

Américo Rodrigues, conheço o teu trabalho e é meritório, no entanto, considerado que este assunto não merece qualquer luta, porque a proposta é ilegal e não merece qualquer minuto perdido. As competências estão devidamente expressas na Lei e compete a Câmara a aprovação do orçamento do município, após isso, tudo o que for apresentado e sujeito a votação que interfira com alterações do orçamento são ilegais sem as respectivas rectificações e aprovações dos órgãos competentes. A nau encontra-se à deriva não será melhor chamar à liça quem tem responsabilidades sobre o assunto, ou será que mais uma vez enterram a cabeça na areia, como noutros assuntos. Diria ainda o seguinte, é obvio que se trata de uma vingança mesquinha, de pessoas pequenas, que ainda para mais não sabem como fazer as coisas.
Américo, lanço-te um desafio vamos mas é lutar contra as portagens, A23 e A25, sendo que estas propostas são de pessoas e partidos que pesam que podem impor tudo ao interior quando se trata de pagar, dando-nos os ossos e, deixam a carne para os grandes centros, onde normalmente vivem. Afirmo ainda que estou disponível para tratar deste assunto e sei muito bem como se faz, com toda a certeza que não será com proposta na Assembleia Municipal, mas com luta e sabedoria popular. Vamos a isto……..
AM

César Prata disse...

Acho que é preciso emitir opiniões e evitar a figura do anonimato. É preciso dar a cara pela cultura e pelo que ela significa.

Anónimo disse...

Façamos uma petição pública contra o corte orçamental ao TMG!!

Anónimo disse...

Toda esta história é absolutamente inacreditável. De tão indecente roça o pornográfico. Desculpem o desabafo, mas esta gentinha dá-me raiva.
Vivemos num país e num tempo de mentira, de chico-espertos, de patos bravos, de ignorantes. Há anos que destroem o país, que cavaram o fosso a que agora chamam crise e que querem fazer crer que é de agora. Como é que é possível que sejam tantos e tenham tanto poder?; desde o incivilizado presidente de junta até ao emproado primeiro-ministro. È bem triste o estado em que nos encontramos, e, acreditem, isto só vai piorar.
Há distância, vou tendo novas da Guarda pelo Café Mondego. Fico sempre surpreendida pelas tricas e guerrinhas que persistentemente envolvem o autor do Café e aquela que devia ser a sua inegável acção política - a sua acção cultural na cidade - que é política, sim, porque cultura é uma forma de cuidar da polis. Espanto-me com essas novelas, mas, à distância, vou pensando que não serão assim "sérias", mas mais pitorescas. E isto só porque penso, ingenuamente, que as pessoas de bem, as pessoas que importam e que no final podem fazer a diferença não se deixam ir em cantigas. Mas não! Este episódio sórdido é evidência insustentável da falência das formas de organização das nossas comunidades. Passa pela cabeça de alguém que uma AM aprove, mesmo que transformada em recomendação, uma proposta de corte orçamental seja lá do que for, assim do pé para a mão? Não se pensa antes? Não se discute? Não há estratégia nenhuma de acção que guie os votos dos senhores deputados? Fazem alguma ideia do que andam a fazer? Dá vontade de desistir.
Ao mesmo tempo que este golpe inqualificável se dá na Guarda, o nosso Ministério corta 20% nas verbas da Cultura e pretendeu, inacreditavelmente, cortar 10% de apoios retroactivamente ao nosso moribundo cinema. Estamos nas ruas da amargura.
Seguisse a CMG a recomendação do Sr. Baltazar - o que não quero acreditar que aconteça - e o TMG ficaria sem possibilidades de levar muitos espectáculos à Guarda, mas o que é também é triste é que em breve não haverá dinheiro para os produzir, e brevemente poucos serão os espectáculos que o TMG poderá mostrar à cidade.
Os Srs. Baltazares deste país hão-de responder, cheios de si: estamos em crise, era o que havia de faltar andar a dar dinheiro para culturas.
Será que ainda ninguém percebeu que, se calhar, o que falta mesmo é tentar sair da crise pela cultura, pela educação, pelo conhecimento, pela informação? E, como dizia há dias Ernani Lopes, onde está - pôr.

Anónimo disse...

Contributo para uma necessária reflexão ( http://tv2.rtp.pt/noticias/index.php?t=Jose-Gil-refere-erosao-da-democracia-e-ausencia-de-espaco-publico.rtp&article=326577&visual=3&layout=10&tm=4)

Para tema da última aula na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, José Gil escolheu "A Formação da Linguagem Artística e a Filosofia". O tema está em estreita ligação com o do espaço público, que o filósofo entende não existir.
"É uma coisa confrangedora como é que em Portugal as pessoas pensam sempre sozinhas", uma situação comum à comunidade artística e filosófica. Segundo o filósofo, é resultado da "não pertinência da arte para a nossa vida" em Portugal.
Com isto perde-se além da "inteligência que passa no discurso e no comportamento público", uma "inteligência que "só a arte nos dá e que é fundamental" transformada em cultura artística, afirma ao "Público". José Gil elege Paris e Nova Iorque como cidades em que dois meses depois de lá chegar "é-se realmente mais inteligente".
"Na formação da inteligência múltipla, múltipla nas suas expressões, há uma inteligência que só a arte nos dá e que é fundamental (...) Numa cidade inteligente, a arte existe e o discurso artístico atravessa esse espaço independentemente dos interlocutores, atinge as pessoas, incluindo as que não pensam nisso", refere.
Inspirado em Nietzsche, José Gil aponta que em Portugal, domina o "prazer imediato", o dos "pequenos gozadores" sem espiritualidade. A perda "do silêncio" equivale ao fim "da riqueza de percepção", à "transformação do objecto artístico em objecto cultural".

Rui Correia

Anónimo disse...

Estamos cercados de imbecis e de selvagens. Talvez tenha chegado a haver um Portugal onde se notava o brilho de querer chegar mais longe, de aprender mais, ser mais inteligente, mais formado, mais universal, mais amplo. Mas receio que esse Portugal não existe mais, e receio que o cerco está para durar e para vencer.

Tudo quando é estreito de ideias ganha imediatamente poder. Em Portugal, a capacidade de obter poder e dinheiro está indexada à taxa de inépcia de cada um. Quem viu sujeitos como o Secretário de Estado Paulo Campos ou como o líder parlamentar do PSD, próximo ministro de qualquer coisa, não fica admirado de um presidente de junta brutamontes e desrespeitador.

A Selvajaria venceu, a luta acabou, nós perdemos...

Viu-se em Sortelha/Sabugal, vê-se agora na Guarda/TMG, mas vê-se em todo o país, em todos os ministérios. O mundo, como nós o conhecemos, acabou. O país está tomado por uma série de empresários/políticos que abocanhou toda e qualquer fonte de desenvolvimento em proveito próprio.

Foi bom, enquanto pudemos lutar para que tudo fosse ainda melhor.

Mas agora, tudo acabou. Perdemos. Quem venceu foi essa grande esquadra composta por Vuvuzelas, MTV, Madredeus, Big Show Sic, Jornal Nacional, Fátima Lopes, Mikael Carreira, Audi TT, telemóvel topo de gama e Camilo de Oliveira.

Os parabéns aos vencedores. Retiremo-nos até à próxima revolução.

Anónimo disse...

Solidariedade total. Contra o caciquismo "cultural". Ousar pensar, ousar lutar. sempre!
Um abraço amigo




PEDRO MIGUEL SALVADO

Miguel disse...

Como é possível? Tenho dificuldade em aceitar isto como real. A idade das cavernas revisitada em todo o seu esplendor. Lutemos, então!

Anónimo disse...

Eu fui uma das pessoas presentes no Concerto promovido pela Fundação Trepadeira Azul e ainda agora me estou a questionar como é possível que elementos de uma Junta de Freguesia destruam o Nome da sua própria terra com a sua ignorância e mesquinhez.Tive vergonha de ter ligação à Aldeia Viçosa..Tive vergonha perante familiares de fora que convidei de propósito para o evento..Estou a imaginar todas as pessoas que assistiram ao Concerto, chegarem às suas casas e dizerem: "Afinal o interior é mesmo a província..Fizemos uma viagem à pré-história e vimos homens das cavernas que, em vez de mocas, tinham vuvuzelas!".Lamentável. Mas mais lamentável ainda é perceber que continuam a agir no sentido da vingança pessoal..Chega a ser irónico quererem destroçar algo que lhes faz tanta falta: CULTURA!

Américo Rodrigues disse...

Caro AM:
Respeito a tua posição. No entanto, julgo que estás enganado num aspecto. O voto da recomendação é perfeitamente legal! Dirás que é só uma recomendação, mas assim diminuis a importância política de tal posição. Claro que a Câmara terá a última palavra, mas, se vires bem, o que proponho é mais vasto do que julgaste.
A "luta" que proponho é que se faça tudo para que a Cultura da Guarda continue a ser uma prioridade. Se isso para ti não é importante...
Os riscos de voltar atrás são enormes e eu conheço bem a situação.

Quanto às lutas que tu indicas... conta comigo.

tila disse...

UM ABRAÇO AMIGO.NAO DESISTAS,QUE A GUARDA PRECISA (MUITO DE TI)
TILA HEWSON

Anónimo disse...

Penso que não é nem o momento, nem a situação de desisitir. Também não é uma situação que mereça a luta. É momento de continuar a trabalhar com mais afinco, com mais empenho e com mais persistência. É momento de participar ainda mais nas actividades culturais do concelho e em particular do TMG. É o momento de todos participar-mos activamente nas actividades enchendo salas e dando a perceber a estes "menores de espírito" que a cultura é participada, que a cultura é um bem necessário, que a cultura gera riqueza, que a cultura promove sociedades melhores, que a cultura faz de cada um de nós uma pessoa maior, mais responsável, mais esclarcida, mais crítica, mais perspicaz...
É o momento de estarmos ao lado de quem promove, potenciando e não ao lado de quem faz, destruindo.
Estou contigo, estou com o TMG e estou pela continuidades das políticas culturais do concelho da Guarda!

Anónimo disse...

Pela manutenção do TMG na Guarda, uma fralda á janela.
Recupere a campanha que em boa hora lançou pelo hospital.

Américo Rodrigues disse...

Eu não acredito que o TMG esteja em risco de fechar, neste momento.
O que proponho é que haja um movimento de opinião a favor de que a Guarda continue a ser uma referência cultural autárquica.

trepadeira disse...

Só perde quem desiste.
Cá estaremos,para o que der e vier.
Para organizar mais concertos,por Abril,pela democracia,pela cultura,contra a imbecilidade,os tiranetes,a opressão e a indiferença,a xenofobia.
"Não é de cá mandem-no embora.Se não for a bem vai a mal.Queimo isto tudo.".
Espero que as autoridades ouçam e actuem.
É nas dificuldades que se conhecem as pessoas.
Se hoje não lutarmos,amanhã sereis vós os atingidos.
É preciso vir para a rua gritar.
Presente.
mário

Felizes disse...

Américo, só tenho uma coisa a dizer.
Apesar de algumas vezes aqui não estar de acordo consigo, não quer dizer que não respeite o seu trabalho. Respeito e muito. Muitas mais pessoas o respeitam e se está onde está é porque merece e até ver, ainda ninguêm pode provar que faz melhor do que você faz nessa mesma posição. Aaposta esta ganha e isso só não vê quem não quer.

Quanto ao "Fundamentalista Islâmico" (Sem ofensa para a religião), creio que todos sabemos porque tem essa alcunha. Porque é um terroristazinho de quarta categoria, um individuo rancoroso que pouco mais tem do que o seu umbigo.

Noutras circunstâncias diria para não se misturar, para nãoo dar importância às coisas que não a têm e esse pequenino terrorista não tem mesmo! Infelizmente, algumas vezes, o povo delega nestas aberrações poder suficiente para fazer distúrbios e não pode ficar impávido e sereno enquanto se vota uma redução de Orçamento do TMG, por isso tenho duas coisas a dizer:
a primeira é que lhe manifesto aqui toda a minha solidariedade de cara destapada. Se mais alguma coisa puder fazer, não hesite em dizer-me.
A segunda coisa que aqui vou fazer é propôr uma votação: Nada tenho contra os habitantes de aldeia viçosa, mas acho que estes também devem conhecer "o monstro" e proponho que o TMG não dinamize mais nenhum tipo de actividade cultural em Aldeia Viçosa, enquanto este senhor estiver à frente da freguesia. falo apenas como utilizador, com todos os direitos que isso me conferem, mas gostava também de co0nhecer as opiniões dos outros utilizadores. e o que acham em relação a este Baltasar Lopes vir cuspir na sua própria sopa.

Anónimo disse...

Caro Américo, por outros motivos já por diversas vezes foi referido o nome de Celorico , agora em relação a este das "BOBOSELAS" e do TMG manifesto-lhe a minha solidariedade e de muitos Celoricences que já lhe reconhecem a frontalidade e o facto de não ter mêdo.
Na Guarda faz falta alguém que se preocupe com a cultura mas que seja também um critico contra o que está mal, e este meio "O Blog" tem sído extraordinário a transmitir opiniões embora que anónimas são opiniões, de pessoas que de outra forma não teriam hipoteses de as manifestar.
Os Guardenses é que deveriam ficar agradecidos, pois são os principais interessados em muitos dos Posts que colocou.
Um Abraço
C.S.

trepadeira disse...

Há um aspecto em que tenho de discordar de Felizes.
A população de Aldeia Viçosa não é pior do que a população de qualquer outro lugar.
Havia no concerto muito mais pessoas de Aldeia Viçosa,mesmo sabendo sujeitarem-se à ira,ameaças,insultos e viganças,do que na arruaça.
Há na Aldeia Viçosa pessoas cultas,honestas e trabalhadoras que tem direito,como todos os outros à cultura na sua aldeia.
Essa atitude de abandono e não apoio aos problemas dos outros leva sempre a que,mais cedo ou mais tarde,os problemas cheguem a nós.
Penso portanto o contrário.
Mais e mais cultura para Aldeia Viçosa.Cultura para onde parece fazer mais falta.
Não se podem fechar os olhos e fazer de conta.A luta,mesmo que ténue,dos oprimidos,espezinhados,escravizados e amordaçados,porque é disso que se trata,tem de ser apoiada por todos,se não queremos que a peste se espalhe e seja incontrolável.
Não se trata de Américo ou de mário,trata-se de tentar esmagar tudo o que possa ameaçar qualquer tiranete cujo poder assente no obscurantismo,na ditadura,na ignorância,na ameaça,na boçalidade.
Olhem que o mal espalha-se e anda por aí à solta.Já participei em reuniões,a outro nível,onde a irritação e a ameaça latente,sempre que se colocava qualquer questão que podia por em causa a ideia do "lider",eram bem visíveis.

Um ignorante não pode dialogar,não tem formação nem conhecimentos para tal,impõe,por qualquer via.
Qualquer discordância o ameaça.Ainda mais se é um inqualificado,sem profissão e vivendo e sobrevivendo à custa destes circos.
Foi por,até agora,todos os ameaçados e insultados terem virado as costas que o monstro chegou onde chegou.
mário

Anónimo disse...

Solidariedade total

Abraço amigo

João Duarte

Rui Ribeiro disse...

Concordo inteiramente com o Mário: negar a Aldeia Viçosa o acesso à Cultura só fará com que se perpetuem pessoas como Lopes no poder autárquico. A ignorância é sua aliada. Só uma população esclarecida, educada, bem-formada é suficiente para acabar com este tipo de comportamento caciquista e arruaceiro. Portanto, o que há é um grande e demorado trabalho a fazer. E isso, honra lhes seja feita, quer o TMG quer a Trepadeira Azul têm feito.
Já tive oportunidade de manifestar publicamente o meu apreço pelo trabalho que tem realizado o TMG, que aqui quero reiterar.

Anónimo disse...

Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.

Bertolt Brecht

godgil disse...

Américo, se calhar é preciso ainda outra geração tão empenhada como tu para que se perceba de uma vez por todas que a cultura é o destino da Guarda. Trinta anos podem não chegar.

Em relação ao autor das facécias, é bom lembrar que, se ele existe, é porque alguém o alimentou e lhe abriu as portas. E não só no PS. Veja-se o recente barbecue na praia fluvial, organizado pelo PSD e onde choveram elogios ao edil.

Sobre este tema, convido à leitura do texto que editei
no "Boca de Incêndio".

kim tomé disse...

Eu sei bem o que são essas ameaças e intimidações, eu próprio estou fora da minha casa e vi-me obrigado a fechar o meu negocio devido a ter sido agredido, intimidado e ameaçado, por ter defendido o património de todos (Sortelha).
Por estar a sofrer na "pele" atitudes criminosas apenas por ter intervido civicamente em defesa do património de todos, só posso estar solidário e lamentar que na Guarda as autoridades se declarem incapazes de garantir a liberdade dos cidadãos, deixando o distrito nas mãos de criminosos que impunemente cometem estes crimes.
Aqui deste meu exílio forçado, declaro a minha solidariedade para com o Américo pois sei bem o que é estar à mercê desta gente.

Anónimo disse...

Deixo a minha solidariedade e um abraço
Maria José Saraiva

carla disse...

Esta história é inacreditável e caricata! petição contra o corte do orçamento do TMG?? Mas isso faz algum sentido??? que se atente a uma recomendação de uma figura pacóvia como esse sr. da aldeia viçosa?? bom, se a CMG resolver acatar essa recomendação e votá-la é ainda mais pacóvia!
Incrível como o poder político pode ser tão pequenino! admiro muito mesmo as pessoas que se instalam nesse interior inóspito e tentam com todas as forças e vontade pessoal fazer coisas admiráveis e lutar por elas , porque tenho a consciência que não deve ser nada fácil, levar a cultura às pessoas, contra as correntes dos poderes instituídos que são tão pouco sensíveis à cultura.
Gostaria era que as pessoas da aldeia viçosa dessem o exemplo e se revoltassem contra essa personagem que elegeram e que vejam o quanto está prejudicar a imagem de um sitio que até podia ser bonito!O problema é que para a maior parte o fogo de vista é mesmo os churrascos, os barbeques e o fogo de artiofício! admiro muito associações como a trepadeira azul, luzlinar, etc...e só lhes peço que tenham paciência com essa gente e não desistam que a beira interior precisa de vocês!

quanto ao corte de orçamento do TMG nem me pronuncio porque nem acredito que essa ideia absurda seja tomada em consideração! se pelo contrário for tomada em consideração, só me resta dizer PRESENTE, para a luta!
Nem quero imaginar o que seria a Guarda sem TMG...só de pensar já fico deprimida...e nem sequer lá moro!

César Prata disse...

Uma sugestão de marketing turístico: "Aldeia Viçosa - capital da vuvuzela"

MJ FALCÃO disse...

Aderi ao protesto do blog Trepadeira. Apoio-os incondicionalmente. Já propus um "efeito borboleta" de protesto!
o falcão

http://falcaodejade.blogspot.com/2010/07/arte-sim-e-ainda-o-poder-da-palavra-da.html