No domingo publiquei aqui uma denúncia acerca do comportamento do presidente da junta de Aldeia Viçosa que, perante várias testemunhas e uma patrulha da GNR, boicotou um concerto clássico promovido pela Fundação Trepadeira Azul, ameaçando, berrando e tocando vuvuzelas. O comportamento daquele edil foi inaceitável e indigno de um representante do poder local. Disse-lho na cara e escrevi-o aqui.
Hoje, o mesmo presidente da junta propôs à Assembleia Municipal que se cortasse em 20% o apoio da Câmara ao Teatro Municipal da Guarda. O voto foi aprovado. Convém dizer que sou o director do TMG. O alvo sou eu e o que significo. Ou seja, o tipo que criticou e denunciou o inaceitável comportamento de um autarca tocador de vuvuzelas.
Baltazar, figura conhecida por ter um comportamento de estilo arruaceiro, alguém desprovido de qualquer sensibilidade ou conhecimento de ordem cultural, propôs o corte no apoio ao TMG, pelo simples facto de ser dirigido por mim. O homem está habituado a cenas do género que relatei e há muito tempo que penso que ele é um "desclassificado" de ordem política.
Nunca liguei à criatura mas sempre achei que era um mistério que alguém com as características de Baltazar (agressivo, "desbocado", analfabeto funcional, populista e "regedor") continuasse a estar assim na política local, com toda a impunidade política. Durante anos foi militante do PSD mas agora é independente com apoio do PS. Hoje mesmo propôs, numa atitude de clara revanche, que se reduzisse o orçamento do sítio onde eu trabalho. Para ele tudo valerá, mesmo "tirar olhos". Para mim, não.
Eu sei que a maioria dos que lerem isto não vai acreditar. O golpe parece demasiado primário. Claro que está ao nível da inteligência daquela figura, mas não deixa de ser um acto de pura vingança. Inaceitável.
Obviamente que quem votou a proposta de Baltazar desconhece que a sua atitude é resultado do processo que contei. Se o soubessem talvez não votassem assim.
Algumas considerações finais:
- aguarda-se uma tomada de posição por parte da Câmara da Guarda.
- há uma leitura política que a Câmara da Guarda tem de fazer, deste processo. Um voto daqueles deve significar algo.
- percebo melhor agora o que terá passado a Fundação Trepadeira Azul. Se Baltazar a mim me tenta prejudicar (e só escrevi um post) o que não fará em relação a M. Martins?
- Amanhã é um dia decisivo para o meu futuro e do TMG. Dependendo do que se esclarecer amanhã (ou não). Um corte de 20% no orçamento do TMG (e através deste processo!) impede a execução dos programas aprovados pelo Conselho de Administração.
- Que dirão os cidadãos e a imprensa quando souberem de onde vem e por que vem a proposta?
PS- Eu soube desta situação logo a seguir a ter assistido a uma intervenção do Vereador da Cultura sobre a estratégia cultural da cidade. Como? Importa-se de repetir? Afinal, a "Cultura" da Guarda é de extrema fragilidade e pode ficar à mercê de pessoas como Baltazar Lopes.
34 comentários:
O voto foi aprovado? Então a pergunta também deve ser feita a quem o aprovou. Baltazar não vale mais do que um voto, para ser aprovado são precisos mais de metade
Qual pergunta?
O voto foi aprovado por maioria e por isso digo que o executivo municipal deverá fazer uma análise política da situação.
Por outro lado, acredito que quem votou não saberá do processo, nem do que esteve na origem da proposta.
De qualquer forma, quem votou é responsável pelo que votou, claro.
mas o executivo municipal estava na assembleia
Se o corte é por esse motivo é inaceitável.
Se é um corte apenas no TMG é inaceitável?
Pergunto esse corte de 20% também vai ser feito nas outras áreas da cultura da Guarda?
Os outros pelouros da câmara também vão ter um corte de 20%?
Respondendo às perguntas, tendo em conta o que sei a esta hora (amanhã saberei mais).
O corte proposto é só no orçamento do TMG.
Não foi proposto corte nos outros serviços de Cultura da Câmara.
Não foi proposto corte noutros pelouros.
Ao que sei, a proposta teve só a ver com o TMG.
Só vem confirmar o que falámos à tarde: "reizinhos" que não admitem oposição às suas ideias e uma Assembleia inculta - isto é, uma Assembleia de pessoas que não percebe o papel da cultura na promoção da cidade que para eles pelos vistos não passa da SUA aldeia.
JM
Concertamente:
20% em 2010
30% em 2011
no subsídio da Câmara à exploração da CulturaGuarda, com a contrapartida do valor retirado ser distribuido pelas juntas de freguesia.
Proposta inicial do presidente de Aldeia Viçosa com alterações pelo presidente de Vila Fernando.
Recomendação aprovada com votos do PSD, CDS, BE, CDU e grande parte do PS
56 deputados Municipais eleitos nas listas dos partidos
55 Deputados Eleitos por Inerência de Funções são 111 Deputados municipais.
São cinco sessões ordinárias, em Fevereiro, Abril, Junho, Setembro e Novembro ou Dezembro + uma ou duas extraordinárias, por ano.
Os deputados municipais têm direito à senha de presença e subsídio de transporte. Como sabemos alguns deles após as eleições fixam residência a grandes distâncias da Guarda (aceitamos a legitimidade para fixar residência onde bem entendem).
Vamos a contas (em média um deputado municipal da Guarda recebe 100 euros/sessão):
7 sessões x 111 Deputados x 200 euros = 155.400 euros
Acrescentem as homenagens e assembleias municipais em festas etc..etc.. (nem contei)
Na verdade o valor previsto em orçamento municipal para 2010 é superior a 500.000 euros por isso é previsível que
SOLUÇÃO:
Vamos converter as senhas de presença dos Deputados Municipais da Guarda em Cultura?
Sr.s Deputados entreguem as Vossas senhas de presença nas sessões da Assembleia Municipal como forma de financiar os 20 % do corte aprovado…
Concordam?
CR
Américo... É incrível! Já não consigo arranjar palavras para classificar o que acontece! E a Assembleia Municipal? E os deputados municipais? Votam assim uma proposta de um presidente de Junta em relação ao TMG? Saberão o significado de 20%? Há aqui algo que me escapa, ou talvez não. Talvez não porque este PS (nacional e local) está num caminho que mete dó.
Já leram a moção da Federação da Guarda sobre as portagens na A23 e A25?
Como é possível um texto vir a público com tanta asneira e tão mal (mas mesmo mal...) escrito! Vergonhoso!
Se teve a ver apenas só com o TMG é um corte de merda (perdão)..
O quê???? Isso custa mesmo a acreditar. Se isso se passou no domingo, hoje, 3ª feira, ele propôs a redução e foi aprovada? Assim? Não há agenda de trabalhos? Não estaria já tudo preparado?
Desculpe tanta interrogação mas acho isso inacreditável!!! E tal como o anónimo anterior referiu ele é só um. Os outros membros estiveram de acordo. Diz "se soubessem" talvez não votassem assim!!!! Isso não é desculpa, antes pelo contrário. Teriam com certeza vontade de o fazer. Se calhar os Sr Baltasar até lhes fez um favor ao propor o que eles não tinham coragem.....Há uma atitude no país em diminuir os custos a torto e a direito, na saúde, na educação....Poderá ser "só" isso e não "a vingança".
Espero que o TMG tenha oportunidade de continuara a ser uma referência e não lhe cortem também as asas!
Meus caros:
Fica cada vez mais claro quem e como manda na Guarda.
Várias propostas de grande importância,acho eu e quem me acompanha,têm sido boicotadas ou ignoradas,mesmo sem custos para o erário público.
Delas falaremos oportunamente.
A Guarda não pode aceitar que Aristóteles tenha razão:
"A política não é para sábios e honrados mas para ignorantes e velhacos.".
Se a cidade aceitar tal coisa ficará refém deste tipo de gentinha.
Sem cultura não há Guarda.
Ou a Guarda se mobiliza em defesa da única estrutura que verdadeiramente a honra o TMG,ou regressamos todos à tabanga,ao obscurantismo,à velhacaria,à barbarice e à mercê de qualquer tiranete.
Estaremos atentos.
"Não me obriguem a vir para a rua gritar...".
mário
Um presidenteco da junta influenciar um corte de vinte por cento numa instituição da cidade que em cinco anos se tornou referência? A.R., se tem mesmo sangue na guelra, mostre a sua fibra amanhã. Estamos perante um golpe palaciano. Ou quiçá provinciano. Já são duas esta semana: os 4 milhões recusados pela CMG aos empresários LOCAIS que queriam dinamizar o Hotel Turismo e o TMG à mercê de um autarca arruaceiro tocador de vuvuzela. Sr. Presidente: vai falar, ou chutar para canto e assobiar para o ar?
A Assembleia Municipal não pode reduzir nenhum orçamento. Não tem poder para isso. Não é possível sequer alterar a ordem de trabalhos.
Tudo o que pode acontecer é ser votada uma recomendação ao executivo esse sentido. Depois o executivo agirá como entender. Eu não assisti à de hoje, mas é impossível que o regimento permita qualquer proposta fora da ordem de trabalhos.
Quanto às senhas, os eleitos da CDU, por exemplo, e em qualquer concelho do país, nunca ficam com o valor das senhas. Dão-no a uma associação que, juntando os valores de todos os eleitos, realiza obras de beneficiência em cidades, vilas e aldeias (reconstrução de jardins, passeios, obras sociais, etc). Há, por Portugal inteiro, inúmeras infra-estruturas públicas em que se pode ler "construído com a contribuição dos eleitos comunistas".
...continuando o comentário anterior: de resto, isto é mesmo um escândalo. Uma vergonha. Enfraqueçam o TMG e enfraquecem a Guarda.
Como se dizia neste blog, antigamente a Guarda produzia iogurtes. Agora produz cultura. Do Minho ao Algarve, a imagem de marca da Guarda está indexada à imagem de grande qualidade e competência do TMG.
Acabar com o TMG é, no que concerne à opinião do resto do país, mais ou menos a mesma coisa que encerrar a Guarda em definitivo.
A população tem o que merece. Quem elege políticos sem profissão..tá tudo dito...
Os boys que são analfabetos, infoexcluídos, ou compraram um canudo numa universidade de vão de escada. Depois com uma boa cunha arranjam um emprego na f.p. e sem qualquer mérito, apenas com promoções políticas e amizades, vão-se autopromovendo.
Por favor, olhem para os políticos antigos e os novos que têm chegado aos partidos da Guarda. Como é isto possível? Quem promove estes cromos? Os interesses pessoais? Os interesses comerciais? Quem????
na situaçao em que se encontra o pais , justificam-se cortes em orçamentos!principalmente na cidade da guarda que esta numa situaçao orçamental complicada!tal como eu deve haver milhares e pessoas a penar que estes cortes se justifiquem visto que voce, americo rodrigues nao nao relata o facto de esses 20 % retirados lhe façam falta para financiamento e funcionamento do TMG , e entao faz-se a pergunta:para onde iriam esses 20 %, que apos a aprovaçao deixam de ser financiados para o TMG?(espero mesmo que publiquem este post , nao sendo uma insinuaçao mas simplesmente uma duvida)
agora relativamente a assembleia so tenho a dizer que o baltazar simplesmente propos , foi a votos e ganhou por maioria , o que significa que aos olhos duma grande parte dos presentes era muito bom que este acontecimento fosse uma realidade
com os melhores cumprimentos para todos os leitores
anonimo
Caríssimo Director do TMG:
É com imensa mágoa e revolta que manifesto a minha extrema perplexidade, relativamente ao que acabo de ler! Não há palavras! O denso véu da ignorância sepultou-as todas! Dói muito, especialmente, porque isto se passa na nossa altaneira cidade!... O TMG é quase o "pulmão" da Guarda.
Já agora, será que o sr. Baltazar alguma vez assistiu, pagando bilhete ( se calhar já foi convidado!) a algum dos magnifícos espectáculos do TMG? E os outros senhores/as deputados/as? Que concepção têm eles de Cultura (e de Política) visto que se comportam desta maneira?
Platão, afirmou que os actores políticos deviam ser os mais sábios dos homens, sublinhando a relação proporcional entre o saber e o agir, ética e eficazmente. Porém...
É óbvio que não exijo, minimamente, o domínio e aplicação da filosofia platónica (mas havia de ser obrigatório),aos nossos representantes na AM, apenas uma réstia de bom senso! Não tomem decisões que comprometam o nosso Futuro e nos envergonhem!
É muito óbvio que o TMG é uma referência de excelência, para a Guarda. Conheço pessoas que se deslocam de Lisboa à Guarda, expressamente, para assistir a espectáculos no TMG!
Reflictam senhores responsáveis sobre o que isto significa.
É evidente que fiquei mais tranquila, após ter lido o comentário do Anónimo das 00.09h que me parece saber do que fala, quando refere " (...)é impossível que o regimento permita qualquer proposta fora da ordem de trabalhos". Espero que assim seja e que a aprovação da referida proposta, da "vingança" e sacanice, não passe de um crasso erro de interpretação regimental.
Mas mesmo assim, o que se passou é de tal modo grave que merece o meu total repúdio e a minha profunda indignação.
Ao anónimo das 01.44:
Sinceramente não percebo a sua pergunta. No entanto, explico:
- a gestão do TMG baseia-se num orçamento e num plano de actividades devidamente aprovado na altura certa.
- um corte de 20% significaria o "fecho" do TMG, pura e simplesmente. Ou, então, deixar de ter programação, o que vai dar ao mesmo.
Diz o anónimo que eu "não digo" onde são usados esses 20%. Em que hão-de ser usados? Na manutenção e programação do TMG. A Culturguarda apresenta e publica atempadamente os seus relatórios de contas.
O esforço de contenção tem que ser solidário.
Não perceber isto é viver na irresponsabilidade.
A proposta só peca por ter sido apresentada por um inumputável criado por Maria do Carmo.
A aprovação por larga maioria tem uma leitura.
A resposta do presidente da Câmara também.
Reduzir a questão a uma vingança de vuvuzelas é passar para o lado de Baltasar. É como se o director do TMG se pusesse a boicotar a Assembleia também soprando numa, para evitar que fosse discutida uma questão muito oportuna. Se há crise ela tem que se assumida por todos.
Prove, que será capaz, que é possível gerir na carência e levar por diante grandes ideias com poucos recursos.
20% de corte?
Em vez de espectáculos à quinta, sexta, sábado e domingo reduza a sexta e sábado. Faça opções.
Não se pode viver com o que não se tem.
Exceptuando Baltasar, as vuvuzelas e o argumento populista de que tira-se da cultura e vai para as freguesias, o tema tem muita razão de ser.
Espero que publique.
Não estou contra nada nem ninguém, apenas acho que isto deve ser analizado com frieza.
Cada vez mais me convenço que Portugal está neste estado por culpa de politicos como estes.
Veja-se a destruição de Sortelha onde se chega ao ponto de agredir, ameaçar, intimidar, injuriar quem não está de acordo com a situação e age civicamente.
Estamos num país de gente incivilizada que nos corroi e destroi tudo, será que todos os que lutamos por um país melhor temos que fugir?
Estamos nós os que nos preocupamos com a cultura e com o património em risco?
Será tempo de pedir asilo politico a países onde possamos viver?
Eu que estou neste momento impedido violentamente de viver na minha casa e ter o meu negocio apenas por ter defendido o património de todos, chego a pensar que seremos obrigados a pedir asilo politico noutro país.
E já não sou apenas eu a pensar assim...
111 deputados é que é muito , ai é que se devia cortar não na Cultura...
o que querem um mundo de analfabetos de incultos... eu fico revoltado com este Portugal, o que querem carne para canhão, robôs para as fabricas e para terem um povo de consumidores sem pensamento próprio... e assim estragar este planeta, é que a Cultura ajuda a abrir a mente...mas só há o futebol como cultura para eles.....fico indignado....
Ao anónimo das 11.25.
- Publico todos os comentários. Com excepção dos injuriosos, que não é o seu caso.
- O esforço deve ser solidário, claro. E o TMG já o faz há anos, continuamente. Os gastos com programação, por exemplo, são mínimos se comparados com congéneres do país.
Não se pode descer mais (reduzir mais as despeas) sob pena de prejudicarmos o serviço público prestado e/ou o capital de prestígio do TMG.
- Se o esforço deve ser de todos, não achará estranho que a proposta vise, apenas, o TMG???
- Não toco vuvuzelas à porta da Assembleia, nem sequer metaforicamente. Acho a sua referência despropositada. Por outro lado é para mim ofensivo comparar-me a alguém como Baltasar! Antes a morte!
- Objectivamente: o assunto foi apresentado por Baltasar e em sequência do episódio que relatei. Fosse outra a motivação, eu seria o primeiro a compreender que os gastos com a Cultura podem e devem ser questionados. Assim é difícil comprender...
- A gestão de um equipamento como o TMG (cuja complexidade julgo que desconhece) faz-se em função de um orçamento aprovado anualmente. Qualquer corte a meio do ano é inaceitável. E até impossível dados os compromissos assumidos.
- O anónimo parece ter a receita para sobreviver a qualquer corte. E qual é? Corta-se e pronto. Em vez de tantos dias, menos dias! Brilhante! Como é que ninguém tinha pensado nisto antes. Mas... terá o senhor pensado no que é uma programação coerente e com identidade? Uma programação que não vive apenas de espectáculos mas também de continuado trabalho educativo ou de carácter social?
- Para o anónimo, se o corte fosse de 60% ... era a mesma coisa. Fazíamos um espectáculo por mês e já a festa se dava. Não, eu não penso assim, como o senhor, como se vê pelo que apresento em forma de programação.
- Assim, quero dizer-lhe com frontalidade: a programação já se faz com verbas mínimas. Um corte de 20% significaria o fecho do TMG, como eu o entendo e a Câmara o entende. É isso que deseja? É isso que a cidade deseja?
- O TMG é, seguramente, uma das melhores "coisas" que a Guarda tem? Querem destrui-lo, usando como pretexto a vingança pessoal?
Não há por aí um correspondente de media nacional que difunda nacionalmente isto?????!!!!!
Acho que um dos jornais já vendeu mais um suplemento à junta viçosa.
Noticiar este escândalo a nível nacional? Nada?
Afinal onde é que está a notícia de tirar 20 % a um teatro para queimar em festas nas terreolas ou em empreiteiros familiares??? Perfeitamente normal?
Estes autarcas de meia tigela deviam agradecer a projecção(positiva) que o TMG tem dado à cidade da Guarda!
Américo, aqui deixo os meus parabéns pelo trabalho que tens feito no TMG!
Esta situação é inaceitável! Vergonhosa!
Será que te querem pôr a "andar" para darem o teu lugar a algum "boy"?
Será que o presidente da Federação tem a ver com isto?
É uma brincadeira... mas é com tipos como este presidente de junta que se fazem outros presidentes...
As coisas ditas pelo Américo Rodrigues até parecem de compreensão fácil e de adesão imediata aos impropérios e ofensas verbais dirigidas a Baltazar Lopes. Não são só violentas as vuvuzelas e os eventuais impropérios do presidente da junta. As palavras de Américo são-no também e em dose muito mais elevada. Pela simples razão de que, seria suposto possuir um grau de cultura muito mais elevado. Que mais não fosse, pelo lugar que ocupa no TMG e pago com os nossos dinheiros.
Afinal de contas e agora sim, até lhe dou algum “desconto”. Reagiu de uma forma natural, própria de qualquer ser humano, depois de ferido. E porque não, própria de qualquer animal? Estragaram o decurso do concerto.
Já em relação ao que disse sobre o presidente da junta, que conheço muito bem e conheço todas as suas actividades culturais, lúdicas, recreativas e políticas, está completamente errado. Refira-me em Portugal, um presidente de junta que leve a cabo tantas actividades para a sua população. Não falo já da parte política. Aí então…
Pois é senhor Américo. O senhor reagiu como reagiu, porque se sentiu ferido. Baltazar Lopes, reagiu como reagiu, talvez porque se encontrava imensamente mais ferido pelo dito dono da quinta que em Aldeia Viçosa, todos sem excepção, conhecem por “borboleta”. E representando a reacção do presidente da junta o sentimento de uma população, é naturalíssimo que tenha sido mais aguerrida. Mas uma coisa lhe digo. Pelo que conheço da história, Baltazar Lopes, ficou muito aquém dos limites razoáveis.
Uns deliciam-se a ouvir concertos, em noites calmas e suaves, apenas interrompidos pelo susurrar das águas do Mondego, ou de uma ou outra borboleta que passe no momento e assustada bata as asas com um pouco mais de força para fugir.
Outros, e apenas uma vez por ano, deliciam-se com as bandas de música na procissão e com o arraial de foguetes, a finalizar o fim da festa da padroeira da aldeia. Só dai a um ano, voltam a ouvir e a sentir o mesmo.
Pois senhor Américo Rodrigues. Esse tal senhor Mário Martins, que na verdade já veio corrido pelos populares, de algumas zonas do país e que nestas terras agora o apelidam de “borboleta”, com todo o direito, não aprecia as bandas de música pelas ruas e o ruído dos arraiais de foguetes, principalmente o de morteiros. Não aprecia estas realizações populares e tudo bem. Está no seu direito. Somos um país livre e ele um homem de gostos e consciência livres.
Como também está no seu direito o Zé-povinho parolo que não aprecia concertos nas igrejas, num auditório, ao ar livre numa zona de intervenção específica da Serra da Estrela, na lua, em Saturno, ou onde quer que seja. Que culpa temos que o nosso povo encontre esta forma de fazer música, uma coisa enfadonha, chata, parva e sem jeito nenhum? Os direitos são os mesmos. Paciência.
E olhe Américo, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Cada um tem o que merece. E quem com ferros mata, com ferros morre. Isto é o que o nosso sábio povo diz.
Depois de tudo o que aconteceu em Aldeia Viçosa, parece que a realização deste concerto, quer se queira quer não, por muito cultural e rico que fosse, constituiu antes de mais um desafio e uma provocação à população de Aldeia Viçosa e ao seu presidente da junta, que quase chegou a ser detido por intervir na defesa da cultura popular. Uma provocação, à população que acorreu ao tribunal, na defesa da sua cultura, da sua tradição e da festa da sua padroeira. E olhe, no tribunal, o senhor M.Martins não ganhou nem perdeu. Está muito mal informado. Fez um acordo com a população.
Gostaria de comentar tudo o que Américo Martins, ahhh...peço desculpa, Américo Rodrigues tem vindo a escrever. Não o faço porque teria que baixar demasiado a minha linguagem para o fazer. E como sou um cidadão que tanto gosto de festas populares como de concertos, prefiro ficar por aqui.
Ao último anónimo:
Publiquei o seu comentário para que os meus leitores percebam a qualidade da sua argumentação!
Passando ao lado das ofensas (que estão na linha do seu mentor) queria dizer-lhe que aquela do "Américo... Martins" não tem qualquer graça por ser estúpida. Como já disse aqui eu quase não conheço Mário Martins que, obviamente, sabe defender-se sozinho do ódio que você lhe vota.
Quanto ao resto: Eu gosto de música clássica e também das música das bandas filarmónicas. E gosto de festas populares! E do povo a que pertenço.
Portanto, o que acho inaceitável é que me vedem o acesso a ouvir em condições música clássica ou bandas filarmónicas. Percebe? essa é que é a questão.Cada um gosta do que quer mas não tem o direito de impedir os outros de usufruirem do que gostam.
O Sr. Baltasar tem à sua disposição meios legais de resolver as questões que tem contra Mário Martins. Use-os se é capaz e tem razão.
américo,
não seria melhor criar uma petição on-line contra o corte de 20% no orçamento do TMG? divulga-se nas redes sociais e rapidamente se arranjam 5000 assinaturas contra as quais uma CMG não vai poder fazer vistas grossas?? não sei é como é que se faz isso....
o anónimo de 30 Junho, 2010 11:25 diz que em vez de espectáculos às quintas, sextas, sábados e domingos deviam ser só às sextas e sábados....que ideia mais absurda, nunca ouvi tal absurdo...pois eu digo que se devia aumentar em 20% o orçamento do TMG para que pudesse ter uma programação de terça a Domingo e retirava 20% às juntas de freguesia para não gastarem tanto dinheiro em foguetes , vinho e cantores pimba.
o anónimo que diz conhecer o sr. Borboleta e as razões da interrupação com uma exibição de vuvuzelas...só lhe digo que por mais atritos que hajam entre ele e a população/presidente, nada justifica que espectadores de um concerto sejam importunados por quezilias pessoais às quais são alheios. a vida pessoal do sr. mário martins e das razões do povo não me interessam, até porque neste país com grande frequência as pessoas que com alguma sensibilidade e que fazem coisas são apelidadas com os mais diversos nomes e chamados de loucos. a população não está muito habituada a pensar o que significa ter um político local eleito por eles que toca vuvuzela á porta de um concerto e não valoriza o saber SER e saber ESTAR.
tratem dessas coisas no tribunal ,à pancada, à pedrada, onde lhes apetecer....não deviam era ter incluído no role de vinganças em equiapamento como o TMG e prejudicar toda uma politica cultural, só porque o director do mesmo, o américo se manifestou como espectador e cidadão anónimo num concerto onde foi assistir e foi incomodado.
tenham juízo nessas cabeças! e não deêm razão a todos os que apelidam os beirões de brutos e provincianos!
Resumidamente.
Estou muito agradecido aos anónimos que por aí me vão aplidando de borboleta.Fico satisfeito por ser comparado a este,ou outro,animal em vez de a algumas pessoas.
Não vou discutir aqui os meus gostos musicais.Se tivessem lido alguns dos textos que por aí vou escrevendo saberiam que elogio o trabalho feito por algumas bandas no ensino da música.Há por aí excelentes músicos que começaram em bandas nas suas aldeias.
Não aprecio é o aproveitamento oportunista,feito por alguns caciques,das festas ditas populares.
Todos os tiranetes se sentem ameaçados,desafiados e provocados pela cultura.
Não me parece que alguém possa ser preso por defender a cultura popular.Pode ser preso por ser criminoso,arruaceiro,desrespeitador da lei e da autoridade.
Também se deveria poder ser preso por se julgar acima da lei por confundir a lei e a autoridade consigo próprio e,por confundir os interesses da população com os seus.
Todas as actividades que por aí se anunciam parecem visar apenas explorar a população em proveito próprio.Isso poderá ter a ver com aculturação,obscurantismo,fascismo,caciquismo mas não tem nada a ver com cultura.
Para que conste o orago de Aldeia Viçosa ,não é nem nunca foi,Nossa Senhora do Carmo,é Santa Maria.
Aos vários anónimos que,tudo indica seja apenas um a fazer o milagre da multiplicação para parecerem muitos,por aí vão dizendo que são da minha terra e que vim corrido não sei de onde,quero dizer:
Da minha terra poderão ser.Como em todas as terras há pessoas boas,assim assim e caciquelhos,tiranecos,sacanas e quejandos.
Compreendo os comentários anónimos quando visam defender os autores de represálias do poder,podendo mesmo por em causa o emprego nesta época tão difícil e coartando-lhes a liberdade.
Quando o anonimato é usado,pelo poder e,ou seus esbirros,para atacar pessoas na sua honra e dignidade tornam-se coisas abjectas ao serviço de lixo da sociedade.
Assim,ou esses anónimos,ou anónimo,vem aqui explicitar e provar,assinando se fôr capaz, as insinuações feitas,ou não passa de aldrabão,aldrabões sem escrúpulos com quem não temos mais tempo para perder.
mário
Quase não consigo fazer comentários a tamanhos disparates aqui descritos. A proposta de corte de 20% no orçamento do TMG já é um absurdo enormíssimo, que nem quis acreditar quando reparei (li e reli) que tinha sido aprovada! Os motivos de tal proposta então... Na idade média havia formas mais dignas e honradas de os "inimigos" se debaterem...
Espero que não seja por causa de um qualquer rei mago, que os cidadãos da Guarda deixem de ter ao seu dispôr um equipamento de qualidade como o TMG.
Acho toda a história inacreditável... mas também creio (infelizmente) que os representantes desta cidade se irão remeter comodamente ao silêncio. No máximo, e com um pouco de sorte, talvez venham dizer que discutiram a proposta e as suas infundadas razões, à mesa de um café!
A caravana passa...
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