Segunda-feira, Setembro 06, 2010

No fim

As visitas encenadas ao centro histórico -Os passos à volta da memória- estão a terminar (acabam em meados de Setembro). Têm tido, sempre, público interessado e têm cumprido a sua função de apresentar o centro histórico aos curiosos. Globalmente a iniciativa é positiva: através do teatro, um "alcaide" conduz o visitante, esperando que ele complete, posteriormente, a catadupa de informações recebidas.
O texto (de António Godinho) é rigoroso e a encenação (de António Terrinha) é simples e eficaz. O actor principal esforça-se por desempenhar um papel difícil (por causa dos carros, das obras, das "bocas", do sol). Os figurantes são, também, incansáveis.
Mas um dos aspectos que distingo nesta acção é o facto de o visitante receber um mapa muito original. Um "grande" mapa que indica o percurso mas onde não há fotos: as letras desenham ruas e casas. É um mapa tipográfico criado por Jorge dos Reis. Para ler, ver e guardar (eu afixei o meu, dada a sua beleza). Haverá sempre quem prefira o "óbvio": um mapa convencional de leitura imediatista. Mas a edição desses mapas é uma responsabilidade dos "turismos" das terras e pouco acrescentariam a uma visita destas. Aqui a ideia foi diferente:os participantes ficam com uma valiosa obra que "interpreta" o centro histórico. Foi-se mais longe e ainda bem!
É com ideias como esta (das visitas encenadas) que se dinamizam as cidades (não, não é uma "animação", com vi num jornal). Oxalá seja possível melhorar a ideia e dar-lhe continuidade no próximo ano.

5 comentários:

FREGUESIA DAS LAMEIRINHAS disse...

Participei nesta visita guiada logo no segundo dia da sua realização.
Fiquei de tal modo agradado com a iniciativa, que voltei a participar numa segunda visita aproveitando para levar mais participantes.
A forma envolvente com que o nosso anfitrião nos consegue fazer recuar XIV é fascinante.
Parabéns a todos os que trabalharam em prol desta iniciativa.

Anónimo disse...

Atenção Carlos Semedo. Castelo Branco quer ser uma cidade histórica, e não temos passado de Templários ou crsitãos-novos inventados e anacrónicos. Um grande abraço de saudade ao Jorge e para ti a certeza raiana
pedro salvado

José Luís Lopes disse...

Participei recentemente na iniciativa que merece o meu aplauso. Espero que a mesma possa ser recriada... para lá do conteúdo histórico (brilhantes, os actores nesse aspecto) e da visita a locais onde passamos sem os "vermos", fica-se com uma certeza: há tanto por fazer, também, no centro histórico! Que pena não sabermos aproveitar as nossas potencialidades.
Parabéns pela iniciativa.

Anónimo disse...

Também fiz a visita e a ideia é mesmo muito interessante. No entanto, fiquei dividida na opinião. Se por um lado
"olhei" para o que conhecia há muitos anos com outros olhos, por outro , verifiquei como está maltratado o centro histórico da cidade. Mas até por isso valeu a pena.
Não sei se há planos para a sua recuperação, por isso não posso comentar, mas espero sinceramente que haja.

Quanto ao mapa, fiquei de facto com a sensação de que não era prático, pois se indicava um percurso eu queria de imediato encontrá-lo ao mesmo tempo que o "Alcaide" falava. Achei que era papel a mais e pouco eficaz. Mas quando cheguei a casa e o desdobrei é que vi que "aquilo" era outra obra de arte.
Parabéns a todos.
Maria

Anónimo disse...

Excelente iniciativa e belo mapa. Fiz também um dos primeiros percursos, num sábado quente, tentando recordar espaços e história. Não imaginava o que se tinha já recuperado para os lados da judiaria.
Foi bem aceite pelo meu filho forasteiro que gostou das estórias com os espanhóis...
M. Francisco Teixeira