Verifico que na Guarda há uma tendência suicidária, que regressa ciclicamente. A Guarda não descansa enquanto não afasta (não "expulsa") alguns dos seus melhores. Pessoas que se destaquem, que adquiram prestígio nacional, que ultrapassem a mediania. A cidade há-de "expulsá-los". Há-de enviar-lhes sinais. Há-de dar-lhes a entender que estão a mais. Ou há-de impossibilitar que progridam, outra forma de os mandar embora. Há-de criar condições para que se sintam indesejáveis.
Qual falta de auto-estima?!!! O que a Guarda tem é uma tendência suicidária. Por isso quase não progride. Por isso não existe "massa crítica". Por isso existe inveja, mesquinhez e resquícios de fascismo.
A Guarda parece não querer existir como cidade. De cidadãos. Parece desistir. Dos cidadãos.
PS. Há quem fique. Resistentes. Admiro-os.
5 comentários:
Entretanto ganham outros, e se aparecerem mais dadores anónimos mais a Guarda ganha
cá por baixo é o mesmo. deve ser uma questão de geografias...e depois querem? a regionalização...
pedro salvado
Os resistentes ou aqueles que não têm mais para onde ir e cujas grandes capacidades apenas se destacam em cidades pequenas como a Guarda.
Sou e serei sempre da Guarda. Uns jamais vão merecer que eu me mantenha na cidade, outros jamais serão merecedores de viver nesta cidade. Mas eu mantenho-me, porque a maioria merece pessoas sérias e que lutem por esta terra e por estas pessoas.
Eu resistirei!
Essa vocação suicidária, que tão a propósito identificas, nota-se sobretudo do debate público (?), na qualidade média sofrível dos políticos e na incapacidade em fixar o que pode trazer mais valias para a região. No entanto, essa realidade (auto) destrutiva está longe de se manifestar de forma pro-activa. Aparece quase sempre sob a forma de uma indiferença desdenhosa, apática. Muitas vezes arrogante, mesmo que de modo inconsciente.
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