A brevidade e a sugestão concisamente fotográfica deverão ser os atributos mais estimáveis de um orador, ao anunciar-se. Para sossego do próprio e respeito pela imaginação dos ouvintes. E sem mais delongas, aqui vai:
António Godinho, advogado, cronista, dramaturgo, bloguista e (agora pouco) poeta. Gosta de pensar pela sua cabeça. Não tem a certeza se Deus existe, mas age como se ele existisse. Avesso a folclores e maniqueísmos de todo o tipo. Politicamente liberal. Em caso de dúvida, sempre pela liberdade. Aos costumes declara estar muito à frente. A sua radicalidade funda-se no exemplo e na dúvida.
Um livro: "As Benevolentes", de Jonathan Littel. Uma viagem ao Céu e ao Inferno, por dentro da II Guerra Mundial, narrada por um ex oficial da SS. Uma obra ciclópica com um cenário literário em formato cinemascope. Imprescindível para compreender a Europa do século XX.
Um disco: o "Concerto de Colónia", por Keith Jarret.
Um filme: "O Olhar de Ulisses" (1995), de Theodoros Angelopoulos.
Uma exposição: "Ainda as Esculturas", de Ângelo de Sousa, patente até 11 de Março no Teatro Municipal da Guarda
Uma peça de teatro: " Primavera Negra", a partir de textos de Raul Brandão "colados" por Eduarda Dionísio e encenação de Luís Miguel Cintra. Espectáculo do Teatro da Cornucópia, estreado em Fevereiro de 1993.
Rádio. Algumas sugestões: Antena 3 da Rádio Nacional espanhola; Antena 2 da RDP e a rubrica "Governo Sombra", na TSF.
Um prato: iscas com elas preparadas "comme il faut"
Uma bebida: um whisky velho "James Martin's" 20 anos. Sem gelo.
1 comentários:
Só falta a clássica pergunta:
- Qual é o seu maior defeito?
E a clássica resposta:
- A minha persistência.
Estes questionários são um convite à heterodoxia.
Imagino o que seria fazer as perguntas sem rede e sem tempo, de viva voz.
Também são um campo de pieguice: tantos que gostariam de ser contemplados com a partilha e o não foram.
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