Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012

Partilhas. Daniel Rocha

Homem de crenças e de valores bem vincados, nasci em 1982, apesar de acreditar que já por cá ando há bem mais tempo. Gosto da humanidade e das suas cambiantes, mas odeio tudo o que é a hipocrisia e a mentira. Dedico-me por estes dias que correm a cultivar-me e a cultivar a horta enquanto espero por boas oportunidades profissionais.

Livro: Terei de referir o último que me marcou profundamente e que li por influência do Mestre Poppe: "Mr. Chips", de James Hilton. Ode, em prosa, ao saber e ao respeito por ele. Ultimamente, ando com "O Medo", de Al Berto. Descobri uma pérola!

Música: Sou um pouco melancólico e, por isso, gosto de músicas mais calmas e relaxantes. Adoro a música "No Surprises", dos Radiohead. Rendo-me ainda à "velha guarda" e aos arrepiantes sons dos Deep Purple. Mas eles conseguem ainda mais do que arrepios, já ouviram "When a blind man cries"?

Cinema: Adoro cinema, mas vou poucas vezes às salas de cinema. Tenho vários filmes de eleição. Um deles é o brilhante "As Horas", de Stephen Daldry. Simplesmente mágico e envolvente. Por outro lado, adoro a adaptação ao cinema da ópera rock dos The Who: "Tommy", de Ken Russell. Dois filmes fabulosos!

Exposição: Terei aqui que referir a homenagem a Manuel Poppe e a exposição que esteve patente na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço. Apelou ao sentidos visuais e afectivos ao mesmo tempo que convidava para a leitura e a descoberta deste grande autor. Por outro lado e por terras hoje a ferro e fogo, a visita à exposição ao ar livre do Palácio de Knossos, em Creta.

Teatro: A primeira peça que vi em Coimbra, enquanto estudante, foi a "Venda do Pão", de Bertolt Brecht, e fiquei, se não estivesse já, ainda mais rendido ao mundo do teatro. Faz bem uma boa dose de Brecht de vez em quando, direi hoje. Depois, tenho de destacar a fantástica experiência do Teatro do Tintinolho, com a peça "Minimamente", onde alimentei o espírito durante alguns meses. Vamos lá regressar, Tintinolhos? Nota final: assistir à ópera "Dido e Eneias", de Henry Purcell, no TMG foi um sonho tornado realidade! E os dias com o Galo? Óptimos!

Rádio: A Altitude. Gosto imenso de rádio e divirto-me bastante a escrever as crónicas diárias para a Rádio Altitude. Foi curioso saber que a rádio me descobriu, quando eu já a ouvia desde miúdo (não conscientemente!). Agora sei o papel libertador que representa no meio do fechamento civilizacional que são "os meandros" da cidade. Espero que gostem das crónicas!

Comer: Ninguém substitui a minha mãe! Os pratos dela são únicos e, desculpem lá, é a melhor cozinheira do mundo. Adoro a Caldeirada de Peixe e uma Francesinha de vez em quando. E agora lembrei-me dos enchidos caseiros... (tenho de ligar para casa!)

Beber: Adoro vinho! Alentejano (da Quinta das Servas, de Estremoz) e, mais recentemente, aqui da nossa Beira (o Almeida Garrett, ali do Tortosendo). Principalmente tinto, mas não me importo que por vezes seja branco. E temos vinho tão bom aqui pela Beira! Para vinho verde é que não largo o do Minho. De resto, não sou bebedor de muitas bebidas. Quem me conhece bem sabe que não passo sem um chá. Curiosamente, o meu café de eleição tornou-se o Café Concerto, nas poucas (e cada vez menores) vezes que estou/vou à Guarda.

Visitar: Sou daqueles que, se mais ninguém se decide, pego nas pernas e vou sozinho. Tenho andado a conhecer o país (o último destino foi a Costa Alentejana), mas não descuro uma saída do meu capital para o estrangeiro. Para já, estou a visitar (para me familiarizar melhor) a zona Oeste da Serra da Estrela (Gouveia e Seia) e já descobri alguns espaços muito interessantes, como "A Quinta das Cegonhas" (ali perto de Folgosinho), que ainda não explorei porque tenho frio!

Post Scriptum: Texto escrito segundo os anteriores acordos ortográficos.

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