Quinta-feira, Fevereiro 16, 2012

Partilhas. Élia Fernandes

Élia Fernandes, mulher sonhadora, optimista (nem sempre parece) e orgulhosamente Mãe.
Gosto de libélulas e caixinhas de música.
Adoro ouvir o crepitar do lume; ficava horas à lareira se pudesse.
Trabalho com crianças e aprendo muito com a visão que têm do mundo.
Não vivo sem música.

Livro: "Memorial do Convento" de José Saramago. Um romance que nos transporta para o século VIII no reinado de D. João V e da Inquisição. Todos deveriam conhecer os amores de Baltazar e Blimunda (mulher dotada do poder estranho de ver o interior das pessoas).

Música: Disco em vinil "Looking for Love" da cantora Maria João e da pianista Aki Takase e não poderia deixar de referir o fantástico álbum "Sacrificium" da poderosa Mezzo soprano Cecília Bartoli, com reportório dos castrati , acompanhada de belíssimos músicos- Imperdível! Eu tive a sorte de assistir ao vivo à apresentação deste CD; foi um espectáculo de três horas absolutamente inesquecível .

Cinema: Tenho pena de não ver mais cinema mas o último que vi valeu por dez, "Pina" de Wim Wenders , um maravilhoso tributo do realizador ao inigualável trabalho da coreógrafa alemã Pina Bausch.

Exposição: Ângelo de Sousa "Ainda as Esculturas"(a decorrer ainda na galeria de arte do TMG). Gostaria de salientar a surpresa que foram as esculturas de Daniel Gamelas, também no TMG, um jovem que vai dar que falar.

Teatro: Foram muitas as peças de teatro que vi e gostei mas dedico uma especial atenção à dança e jamais esquecerei "Café Muller" de Pina Bausch. Teatro a sério, a peça "Vulcão", uma interpretação brilhante da actriz Custódia Galego, pelo grupo de Teatro do Bolhão.

Rádio: Rádio Nacional Clássica Espanhola, boa música com pouca conversa, o que já não acontece na Antena 2.

Comer: Simples, um pratinho de percebes e uma imperial.

Beber: Vinho tinto, sempre. Tem que ser do bom, um Pancas, colheita seleccionada.

Visitar: Ilhas da Croácia e depois é só um saltinho para conhecer Montenegro, um pequeno país maravilhoso onde gostaria de viver, pois tem as montanhas  e o mar (mar que tanta falta me faz) e um centro histórico que parece saído das histórias de encantar. Sensação única: para chegar a  Montenegro tem que se atravessar uma "terra de ninguém", que ficou do tempo da guerra.

1 comentários:

MJ FALCÃO disse...

ADOREI AS SUAS RESPOSTAS! São Como a autora: puras, frescas e verdadeiras!
beijinho