Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Mestres


Conhecendo a competência musical de quem dirige o concerto (João Pedro Delgado e Domenico Ricci) tenho grandes expectativas em relação a "Mestres de Capela da Sé da Guarda", que se vai apresentar no TMG, na próxima sexta feira. Para além disso parece-me acertadíssimo que se aproveitem as comemorações do aniversário da cidade para se "recuperarem" (para se revitalizarem) preciosidades do nosso património cultural. Já há dois anos se encomendou ao La Batalla um concerto com base nas trovas do Estevão da Guarda (esse nosso vate verrinoso e... esquecido). Agora presta-se atenção à riqueza do labor dos compositores da Sé da Guarda.

"No concerto comemorativo do 810º aniversário da atribuição do foral à Guarda que a Câmara Municipal da Guarda apresenta esta sexta-feira, 27 de Novembro, no TMG, faz-se um percurso histórico pelos manuscritos musicais dos Mestres de Capela que passaram na Sé Catedral da cidade mais alta, trazendo-os para um concerto em primeiras audições modernas, por vezes quase cinco séculos depois de terem sido criados. A importância nacional e internacional que muitos destes compositores conheceram, bem como os elevados cargos artísticos que exerceram em alguns dos mais importantes centros musicais europeus, atestam o prestígio da Sé Catedral da Guarda e, por inerência, o brilho que a cidade ostentou em determinadas épocas históricas.“Os mestres da capela na Sé da Guarda – a música da história da cidade do Séc. XVI ao Séc.XIX” é o título do espectáculo que sobe ao palco do Grande Auditório às 21h30. Neste concerto serão interpretadas obras de D. Francisco de Santa Maria, Pedro Thalesio, Mathias de Sousa Villalobos, António Milheiro, José Maurício, João José Baldi e António Pereira do Bom Sucesso. O concerto conta com a orquestra e o coro “Capela de Música Egitânea” e com a interpretação de Helena Neves (soprano), Magna Ferreira (contralto), Sérgio Martins (tenor) e Pedro Teles (barítono). A direcção do espectáculo é da responsabilidade de João Pedro Delgado e Domenico Ricci. ".

Terça-feira, Novembro 24, 2009

Em Dezembro na Luzlinar

A Luzlinar continua com uma actividade imparável. Vejam o que a Associação vai promover em Dezembro. Uma das actividades é o lançamento do meu disco: Cicatrizando.

Hoje: nova "praça velha". Ou será: "praça velha" nova?


Domingo, Novembro 22, 2009

Toma lá dá cá

É cada vez mais evidente: se determinada figura for cronista deste ou daquele órgão de comunicação tem a sua promoção garantida. Ou seja, como é colaborador do órgão... o órgão paga-lhe o favor...promovendo-a, às vezes, até ao ridículo. Há mesmo órgãos que levam esta troca de favores ao extremo. Por isso vemos/ouvimos sempre os mesmos. Escrevem/lêem crónicas e depois são logo entrevistados nos (rádio) jornais, na sua área da especialidade. Os órgãos chamam-lhes "os nossos especialistas" mas, se repararem bem, são, apenas, os cronistas habituais. Não se admirem pois de uma promíscua convivência entre alguns cronistas e jornalistas. Como fazem as crónicas a redacção encarrega-se de os ouvir a propósito e despropósito, como se não houvesse mais profissionais do mesmo ofício. As entrevistas podem acontecer a propósito de tudo, pois tudo é pretexto para dar protagonismo ao cronista, especialista, comentador. Se determinado comentador tiver um problema público, o órgão encarrega-se logo de diminuir o impacto ou mesmo apagar tal notícia. Chamam a isto "solidariedade".
Coitados dos que saem daquele círculo restrito! São imediatamente silenciados. Podem ser óptimos profissionais mas como já não são colaboradores... Podem ter visibilidade nacional, mas como já não participam na dinâmica dos órgãos... nada de lhes dar destaque. Por vezes chega a acontecer que determinadas pessoas são referenciadas pela imprensa nacional sem que na Guarda se publique uma linha (se fale um segundo) acerca do mesmo assunto.
O ideal, pois, é aceitares os convites dos órgãos de comunicação: a promoção do que fizeres está garantida! Que chatice, logo a mim ninguém me convida para nada!

Bluff!!

À falta de notícias (?) não me admirava nada que o assunto do momento seja:
- Quem será o adjunto de Santinho Pacheco? E o chefe de gabinete?
Tenho um palpite, tendo em conta a obsessão nomeadora que por aí grassa. O meu palpite: Rita Miguel! Ou adjunta ou chefe de gabinete. Ou então para nenhum dos cargos. Se não for aquela Rita que seja outra Rita. Mas se não for Rita que seja João (gosto do nome João).
Não é assim que se especula na comunicação social?
Eu brinco mas já sei quem é o adjunto ou adjunta. Só que me divirto a imitar uma comunicação social que vive, frequentemente, do bluff! Que vive, frequentemente, da ausência de notícias! Bastaria que os jornalistas se levantassem da sua cadeira e fossem por aí à procura de novidades e de histórias e o assunto estaria resolvido. Mas é mais prático ficar à espera de um comunicado ou de uma especulação qualquer!

Contrabando

Foi agora distribuído o número zero de um jornal bilingue (português e castelhano) e gratuito que pretende servir a causa da cooperação transfronteiriça. A deia é óptima e o título (Contrabando) um achado. Este nº mostra que o jornal tem que se aperfeiçoar (tem que ter mais matéria noticiosa). Matar as gralhas deve ser também um objectivo. Mas... já é um bom projecto.
O mensário é dirigido por Daniel Gil, filho do grande fotógrafo Carlos Gil.

Gomes

José Gomes, que até há poucos dias era vereador do PSD na Câmara da Guarda, vai ser julgado pela alegada prática de mais de uma dezena de crimes praticados no exercício das funções de responsável pela Direcção de Estradas de Coimbra (também foi director da congénere da Guarda). É acusado de peculato, falsificação de documentos, participação económica em negócio e abuso de poder, entre outros crimes.
Primeira conclusão imediata: Há muitos Varas por aí a varejar e não são todos do PS.
Segunda conclusão imediata: É estranho que Gomes seja confrontado com estas acusações, tendo sido ele um pregador insistente da boa gestão e da "transparência" na Câmara da Guarda e nas suas empresas.
Terceira conclusão: Pode ser que nada se prove e/ou ele esteja inocente. Oxalá!

Dias frios

No caderno "Fugas" especial (suplemento do jornal "Público), dedicado ao Inverno, destacam-se 5 restaurantes para ... os dias frios. Em cinco, três eram do distrito da Guarda (dois do concelho): Casas do Bragal (João Bragal), Vallecula (Vallelhas) e Área Benta (Trancoso). Distinções merecidas, eu que o diga. Pelo menos na área da gastronomia temos casas de qualidade.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Amanhã em Lisboa

A personagem


Estou a começar a "entrar" na personagem de São Francisco. Os ensaios decorrem a bom ritmo, como diz o outro. O problema é "entrar" na personagem de cão. "São Francisco de Assis", uma parábola do grande dramaturgo Vicente Sanches, vai estrear em 9 De Dezembro no TMG. Um prova de fogo, para mim, que interpreto várias personagens.

Porquê?

Ontem fui apresentado na Biblioteca um novo número da colecção "gentes da Guarda", dedicado a Carolina Beatriz Ângelo. O livro, excelente, é de autoria de Antonieta Garcia. A apresentação da autora (e amiga) e do livro ficou a cargo do "incontornável" Dias de Almeida. Ele não gosta nada da palavra "incontornável"!
Mas não é do livro que aqui quero falo. Mas sim da reduzidíssima assistência. Os mesmos de sempre. Amigos da autora e do apresentador e mais uma meia dúzia de pessoas.
Mas porquê?? Dada a elevada competência dos envolvidos e da obra por que será que estas actividades têm pouco público. Por que não participarão os professores do ensino secundário e superior? E onde param os "intelectuais"? E os historiadores, os "cultos" e os amantes da Guarda??? Onde estão as pessoas? Por que não irão a iniciativas tão importantes?
O que falha? Divulgação? Motivação? Desculpem lá... mas será necessário andar sempre a motivar quem tem obrigação de já estar motivado (exemplo: professores)???

Sr. Ubi

Outro dia ouvi, incrédulo,o deputado nacional João Prata justificar-se por não ter tomado posse como presidente da junta (ou como membro da Assembleia Municipal, decorrente de ser presidente da Junta de S. Miguel; não sei bem). Disse ele que... não tem o dom da ubiquidade. Fiquei parvo com tanta "lata"! Não terá ocorrido a João Prata que não tinha o dom da ubiquidade quando decidiu concorrer aos dois cargos, ao arrepio, até, das indicações do partido?!!! Portanto, já sabem qual vai ser a desculpa, caso algo falhar no exercício de algum dos cargos. A culpa é da ubiquidade!

Santinho

Como se previa, Santinho Pacheco é o novo Governador Civil da Guarda. Antigo presidente da Câmara de Gouveia, Santinho Pacheco vai "fazer" um bom lugar, pois as suas tarefas são, sobretudo, de representação. Portanto, não tenho dúvidas que Santinho será um bom governador desta terra de... anjos.
Não posso fugir, no entanto, a uma leitura de ordem partidária. Infelizmente, dado o clima de guerrilha interna no PS, quem ganhou foi, mais uma vez, Zé Albano. A concelhia da Guarda perdeu, novamente. Infelizmente, Albano & Cia parecem ter muita força no PS. E, por antítese, a Guarda parece não ter qualquer influência. Temo que para quem dirige o PS local a situação seja, agora, insustentável. Mas não seria o fim do mundo, antes pelo contrário: Virgílio Bento dedicar-se-ia a tempo inteiro e em exclusivo às suas responsabilidades autárquicas. A Guarda ganharia com isso.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Sábado é dia de tento no olho

Esta foto é do projecto de teatro de amadores chamado Tintinolho que se estreia na Guarda no próximo sábado. Eu tenho dado uma ajudazinha à encenação de Minimamente, a partir das absurdas "Histórias mínimas" de Javier Tomeo. Os meios usados também são mínimos: 7 bancos e uma mala, assim mostrando como se pode fazer teatro com custos mínimos.
Mais do que a qualidade (ou falta dela) do trabalho a apresentar, importa realçar o processo: convívio e amizade usando como pretexto o teatro. O mais velho é o Albino Bárbara, homem bom, que há muitos anos atrás foi o dinamizador do GETA e GTA7 (grupos pré Aquilo) e a mais nova é a Cristina Fernandes (estudante de enfermagem, que começou no Teatro do Imaginário, do Manigoto). Mas também o António Godinho (ex-Aquilo), o Carlos Lopes (do grupo Almansor da Guarda-gare), o Agostinho (do Jarmelo), a Filipa Teixeira (professora na Escola Superior da Educação) e o Daniel Rocha de Famalicão.
A prova dos nove é já no próximo sábado.

Carolina




Finalmente, um livro sobre a ilustre guardense (a primeira mulher a votar em Portugal) Carolina Beatriz Ângelo. Médica, feminista e, dizem, maçónica, Carolina foi uma mulher que se destacou no panorama nacional. Não havia, em Portugal, qualquer obra sobre ela. Maria Antonieta Garcia é autora desta obra que só pode ser de alta qualidade. A colecção "Gentes da Guarda", em boa hora criada, volta a cumprir o objectivo para que foi criada: divulgar a vida e obra de guardenses que são, para todos nós, referências "incontornáveis". Venha o próximo número.

Domingo, Novembro 15, 2009

Também em Coimbra


Também em Coimbra. Se puder não deixe de estar presente.

Últimos dias

Dois momentos muito especiais, nos últimos dias:
- A entrevista que Victor Afonso fez a Pedro Russo, ao vivo, no Café Concerto. As perguntas e o ritmo foram perfeitos. As respostas revelaram um cientista com grande capacidade de comunicação. Simpática e simples, o astrónomo fez uma óptima sessão de divulgação científica.
- O concerto de Rodrigo Leão (que eu julgava um pouco lamechas) foi muito bom. Sala esgotada, um lirismo tocante, uma vocalista caída do céu. Tudo no TMG.
(pausa)

E agora está a dar na RTP o meu amigo Kalu a cantar e a dançar num programa de famílias! O mundo está perdido ou... até tem a sua graça ver um rastafari num concurso de entretenimento?

Maria do Carmo

Até que enfim! Até que enfim que um jornalista decide confrontar directamente Maria do Carmo Borges, Governadora Civil, com as acusações de alegado favorecimento das ... noras! Quem diz favorecimento diz proteccionismo. Quem colocou a questão a MCB foi Carla Pinheiro (do RA), dando assim possibilidade daquela se explicar e se defender de insultos anónimos, e de uma campanha vergonhosa (conduzida sabe-se lá por quem?). Mérito, pois, ao Rádio por querer esclarecer o assunto. Maria do Carmo respondeu sem rodeios, com uma pontinha de agressividade, chamando a atenção para os méritos próprios das pessoas que, por acaso, são noras dela. Quer se concorde ou não com as explicações que deu, a verdade é que ela tinha direito a ser... confrontada, isto se a comunicação social local cumprisse a sua missão (o assunto sempre foi de interesse público) em vez de alinhar num silêncio cúmplice ou de subscrever ataques cobardes.
Só hoje ouvi o que parece ser uma entrevista de balanço da passagem de MCB pelo Governo Civil. Não ouvi tudo (a viagem foi curta e eu só ouço rádios locais no carro) mas julgo ter retido o que mais a marcou, negativamente, no exercício do cargo: a morte dos bombeiros em Famalicão (não me parece bem distinguir mortos locais dos estrangeiros; todas as mortes foram/são profundamente lamentáveis) e, já no plano pessoal, o acidente que sofreu.
A maior lição que nos deu teve, precisamente, a ver com o acidente: ela não desistiu, lutou para recuperar a mobilidade e reassumiu o seu trabalho. Grande lição aos que já a consideravam "inútil". Mulher corajosa e determinada, venceu o desânimo e ficou até ao fim! Belo exemplo que deu, de vida e de esperança!
Tenho há muitos anos um carinho muito especial pela pessoa MCB. Divergimos em vários assuntos e tivemos alguns desentendimentos mas isso não me impede de admirar a sensibilidade, a persistência e a bondade (sei do que falo, pois muitas vez a chamei "assistente social") de Maria do Carmo. Como ela "não tem o hábito de ler blogues", não corro o risco de ela ler isto: apesar de ser um erro, de facto, não será nunca insultuoso dizer que MCB foi minha "madrinha". Eu não me teria importado de ter uma madrinha assim! Porém, a realidade foi outra e mais do que madrinha MCB é senhora de uma vida cheia de ensinamentos para mim.
Agora que deixou a vida política activa é tempo (apesar da amnésia geral) de reconhecer o que MCB fez pela Guarda. Pequenas divergências não nos podem toldar o sentido de justiça. Ela trabalhou e muito pelo progresso da Guarda (veja-se o caso da Cultura). Bem haja!

Sábado, Novembro 14, 2009

!

O Café Mondego sabe quem é o próximo Governador Civil mas não o revela porque não é um órgão de comunicação social.

Deus e o PSD

Não se sabe se Ana Manso concorre ou não à Distrital do PSD pois não se sabe se Álvaro Amaro concorre ou não à Distrital do PSD. Enfrentarem-se é que parece que não.
Hoje, ao DN, Ana Manso disse que "o futuro a Deus pertence", ela, que já foi a Fátima a pé! O problema é que é uma "plagiadora" pois Álvaro Amaro já tinha dito "o futuro a Deus pertence", há uns tempos atrás e a propósito do mesmo assunto. Só desconheço se Amaro foi a Fátima a pé, mas isso há-de ser muito importante para as eleições da Distrital do PSD.